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Archive for Outubro, 2007

Leg Godt

Os anos da Grande Depressão foram tempos difíceis. Desempregado, Ole Christiansen fundou em 1930 uma pequena carpintaria onde se dedicava à construção de tábuas de passar roupa, prateleiras e outros objectos de uso quotidiano. Nos poucos tempos livres, com as sobras de madeira e a sua imaginação, criava brinquedos para os seus filhos.
Estes brinquedos tiveram tanto sucesso que Christiansen decidiu apostar neste sector. Desejando criar uma marca para os seus produtos, escolheu a combinação das palavras “leg godt” que em dinamarquês significa “brincar bem”. Curiosamente, em latim, a expressão “lego” pode ser interpretada como “eu aprendo”. Ora, o que podia ser mais adequado? Foi assim que em 1934 surgiu a marca LEGO, longe ainda dos famosos blocos de plástico coloridos que todos conhecemos.
Em 1954, após uma visita a uma feira de brinquedos internacional, Christiansen ouviu queixas de vários compradores acerca da inexistência de um brinquedo “universal”, que agradasse a várias faixas etárias.
Christiansen não perdeu tempo e pensou no sistema básico de tijolos de madeira, que a fábrica já produzia desde 1949. Porque não desenvolve-lo?
Para o efeito, recorreu a um tipo de plástico recentemente inventado, chamado ABS (ABS-Acrylonitrile-Butadiene-Styrene), que permite cores mais fortes e é de fácil moldagem.

O produto foi lançado no mercado em 1955, com o nome LEGO System of Play. Agora as crianças podiam brincar e, ao mesmo tempo, desenvolver a sua imaginação e criatividade, utilizando as peças encaixáveis para formar casas, veículos, naves espaciais, figuras de animais, pessoas, enfim, um sem numero de possibilidades só limitado pela imaginação. E o resto é história, como se costuma dizer…
A LEGO nunca deixou de acompanhar os tempos e ainda hoje os seus produtos conseguem apelar a vários tipos de público, influenciando campos tão distintos como a robótica, a arte, e até mesmo a religião.

Categories: Não Categorizado

Castro con la letra ‘C’

Em Havana, Cuba, vai um menino pela estrada, cruza-se com Fidel Castro. Este, ao ver que o garoto o ignora, pergunta-lhe:
- Oye niño, sabes tú quién soy yo?
- No señor, no se quién es usted, ni me interesa.
Fidel muito chateado diz-lhe:
- Como castigo por no conocer al comandante Castro, ahora mismo tienes que decirme 20 palabras que comiencen con la letra “C” para que nunca más en tu vida se te olvide que mi apellido es Castro con la letra “C”.
E o miudo diz:
- Compañero Comandante Castro, cómo y cuando, carajo, comeremos carne con cerveza Corona como comen los cabrones comilones del Comité Central Comunista Cubano…?
Fidel ficou de boca aberta, e após um momento disse:
- Falta una!
E o miudo concluiu:
- Cabrón!!!

Categories: Humor

Oops… foste enganado!

Olha paciência. Aposto que chegaste aqui porque estás à procura da Britney Spears a sair do seu automóvel – imagine-se – sem cuecas, da Paris Hilton a fazer aquilo que melhor sabe, ou da Shakira descascada. Para tua desilusão as gajas não estão nuas… Espera! Elas nem estão aqui!
Pois, essas coisas das pesquisas nos motores de busca que existem por essa Internet fora pregam-nos por vezes partidas destas. Mas não fiques desiludido. E não te vás embora, afinal já que leste até aqui porque não ler o resto? Elas podem esperar. Talvez tu é que não, certo?
Calculo que o teu interesse neste preciso momento não tem, certamente, nada a ver com a leitura de posts deste género.
Mas ainda cá estás… Perdeste subitamente o interesse pela nudez das musas acima mencionadas? Sabes, não há nada mais dramático que a nudez. Pode ser bela, triste, desesperada ou cativante, e é quase sempre verdadeira. Se não fossem as muitas expressões deprimentes da pornografia e da exploração do corpo humano, diria que o conceito de Verdade seria transmitido pela nudez. Mas não é assim que as coisas funcionam, prova disso é a pesquisa que acabaste de fazer: “gajas nuas” (Olha… mais um que chegou agora aqui!)
Bom, este post está a chegar ao fim e ainda o lês. Tiveste bom gosto suficiente para não ires embora e o bom senso de não entrar nesse mundo prevaricador e de pouca vergonha que existe no lado obscuro da Internet. Só por isso tens a minha admiração. Para provar o que estou a dizer ofereço-te este brinde como reconhecimento à tua postura de gajo de família.

Ah! O mais certo é o mb|Weblog atingir agora um recorde histórico de visitas. Vão ser tantos os clicks no link para este post, nos resultados de pesquisa do Google…
Mas não será um recorde de visitas verdadeiro. Não o será porque ao contrário da nudez, este não é um post belo, triste, desesperado ou cativante. E nem é verdadeiro – repara como chegaste até aqui.

Categories: Cenas do Blogue

Comédias românticas

Foi encontrada a mais procurada obra de Banda Desenhada dos últimos dois anos, obra que relata a saga “heróica” dos rabiscos que a todo o custo procuram desfigurar Histórias Tradicionais, os rabiscos são personagens pouco estruturadas, algo quezilentas e acima de tudo, desesperadas!
Para eles não há regras culturais, sociais e históricas, não há regras económicas nem educacionais, eles simplesmente riscam e rabiscam a seu belo prazer, como aliás todos os desenhos animados.
E no fim, estará tudo requalificado em rascunhos experimentais, degradáveis, riscados a lápis de plástico ordinário e barato…
A grande procura a esta obra é explicada pelo mistério que envolve a impossibilidade que os rabiscos demonstram em se focalizar num ponto, tarefa ou objectivo, e na notória impulsividade que catapulta-os para deslocarem-se “heroicamente” de ponto para ponto sem nunca concluírem os seus rabiscos pseudo modernos.
Será falta de pontas, será que os desenhos animados sofrem de ejaculação precoce, sofrerão de alguma disfunção animada, estarão em fase de auto destruição, o mistério será desvendado brevemente, fiquem por aí…

Edmundo Areias

Categories: Não Categorizado

Dicionário Português-Bebelês

Digo-vos uma coisa, ser pai é uma maravilha. A sério. Sim dá muito trabalho e traz ainda mais preocupações. Despesas? Epá o dinheiro por si só voa pela janela fora, mas com uma criança em casa os euros não se limitam a voar, eles fazem verdadeiros vôos picados! Mas ainda assim não me canso de afirmar que vale a pena ter filhos. Chegar a casa e ver o sorriso da minha filha é o melhor que me pode acontecer!
A Leonor é uma criança alegre. Para ela tudo é motivo de brincadeira e risotas, e quantas mais palhaçadas aqui o pai estiver disposto a fazer, mais ela gosta.

No entanto, existe algo que pode ser um verdadeiro desafio tanto para os pais, como para as restantes pessoas que fazem parte do dia-a-dia de uma criança com menos de dois anos. Existe a barreira linguística, a qual faz parte das diversas etapas de crescimento de qualquer criança e de aprendizagem, quer desta, quer nossa. Afinal, enquanto a criança tem de aprender as primeiras primeiras palavras na nossa língua materna, nós temos de aprender a linguagem que a criança desenvolve sem ninguém lhe ensinar e que sai mais ou menos de improviso: o bebelês.
Meus amigos(as) digo-lhes desde já que o bebelês é tramado! Um som ou uma palavra pode ter vários significados. Dou-lhes um exemplo: neste momento, para a Leonor a palavra “cum” (não faço ideia onde ela foi buscar tal som) significa, entre outras coisas, avó e avô. Muitas vezes é difícil para nós, adultos, perceber o que a criança pretende quando ela não consegue manifestar verbalmente a sua vontade. Mas acredito que essa dificuldade é muito mais frustrante para a criança, porque se por um lado ela percebe praticamente tudo o que lhe é dito, por outro lado não consegue exprimir-se como desejaria.
Mas meus caros e minhas caras, o melhor da festa é quando as crianças começam a construir frases com o pouco vocabolário que possuem. Quando entram nessa fase facilitam um pouco a nossa e a vida delas, visto que a comunicação tem tendência a ficar mais clara. Por exemplo: “nã qué pai ” é diferente de “nã qué pai ali “. Neste caso, o ali faz toda a diferença na autoestima do pai. Acreditem.
Desde os primeiros meses de vida da minha filha Leonor que faço palhaçadas para ela, mas nunca me diverti tanto com a sua companhia como agora, nesta fase em que ela começa a construir as frases. É de partir a rir as coisas que lhe saem pela boca fora! E ela fica tão contente quando me faz rir…

Categories: Pessoal

Venham agora as represálias!

Andei a evitar escrever sobre o assunto que vão ler, mas finalmente decidi pôr em prática um principio que, na minha opinião, deve ser seguido por todos os bloggers e que é o seguinte:
se achas que não deves escrever um post então provavelmente vale a pena escrevê-lo!

Existem muitas formas de discriminar uma pessoa ou um grupo de pessoas. Seja por questões sociais, económico-financeiras, religiosas ou político-partidárias, entre outras. O que me leva a escrever este post é, precisamente, a discriminação político-partidária. Mais concretamente aquela que se verifica nas câmaras municipais. A discriminação político-partidária que existe um pouco por todo o país no poder local – o mais mesquinho de todos – está aí para ser vista.
A autarquia da cidade da Praia da Vitória não é excepção à regra. Quem não pertence à “família” é colocado de parte, principalmente de for filiado no partido da oposição. Nesse caso, caros visitantes, as situações típicas de discriminação político-partidária são evidentes, e apenas não são admitidas pelo actual executivo e por quem dele depende. E são tantos os que dependem do actual executivo camarário da cidade de Vitorino Nemésio…

Quem me conhece pessoalmente sabe onde quero chegar com este post. Mas acreditem meus caros, se andei a evitar escrever sobre este assunto foi apenas por tentar fazê-lo da forma mais imparcial possível. E não é fácil, nada fácil. Quando a discriminação, seja ela qual for, nos bate à porta, a primeira reação é de espanto, mal de nós se partíssemos do principio que quem assume as responsabilidades e os interesses públicos não são pessoas de bem. Nada mais errado! Depois surgem as dúvidas, afinal ela esteve 6 meses em casa, de baixa e de licença de maternidade, devido ao nascimento da filha. Nesse período tomou posse o novo executivo. Terá sido traída com palmadinhas nas costas por quem agora (e uma vez mais) depende dos senhores que mandam? Por fim aparecem as certezas e confirma-se as suspeitas, ser fiel às suas convicções e orientações partidárias, e dar espaço e tempo de manobra a acções mesquinhas por quem não tem escrúpulos tem apenas um resultado: o afastamento, a colocação na prateleira. Este caso não um caso isolado na Câmara Municipal da Praia da Vitória.

Poderão alguns pensar ou mesmo dizer: não será uma questão de opções tendo em conta as aptidões profissionais dos funcionários? Afinal existem pessoas com mais capacidade do que outras.
Não, não acredito. Primeiro porque, se fosse essa a razão, a gestão de recursos humanos no que diz respeito às capacidades de cada um, não implica o factor discriminatório. Segundo, porque questiono profundamente o profissionalismo de muita boa gente que por lá anda, a fingir que trabalha.

Para finalizar, quero deixar aqui uma mensagem a todos aqueles que assumem funções de chefia, seja ao nível do sector público quer ao nível do sector privado. A discriminação politico-partidária além de evidenciar uma atitude arrogante e ignorante, salienta também uma grande estupidez. Lembrem-se que um funcionário motivado é uma mais valia para qualquer entidade patronal. Se queremos evoluir temos de saber lidar com as convicções das pessoas enquanto individuos membros de uma sociedade.

Venham agora as represálias, seria a cereja em cima do bolo!

Categories: Fricção, Pessoal

Do lado de cá!

Deverá um blogger – independentemente dos temas/áreas que aborda – “blogar” unica e exclusivamente para os seus visitantes, ou deverá ter um pouco mais de amor próprio, e “blogar” também para ele próprio? Tipo um diário de gaja daqueles cor-de-rosa. Ok ok se preferirem também pode ser um diário de bordo (estes machistas são do piorio livra!).

Para manter um blogue activo há que dar a conhecer, inevitavelmente, um pouco da personalidade do seu autor. Mas esse facto não deve, em situação alguma, substituir as relações humanas (grande novidade meu anormal, isso é o socialmente correcto!). Passo muitas horas em frente ao ecrãn do PC e não me canso, confesso. Os olhos chegam a cair e quase tocam no umbigo, mas continuo lá e não descanso enquanto não conseguir o que quero! Mas francamente, não me imagino a responder, seja a quem for: “olha vai ao meu blogue e ficas a saber como foi o meu dia”. Não me imagino, também, a viver uma segunda vida, uma vida virtual, no Second Life, por exemplo.

Para finalizar e mostrar-vos como este blogue é para feito para vós, sem no entanto prescindir do meu ponto de vista na qualidade de deste espaço, lanço um desafio: digam-me que alterações efectuariam neste blogue e eu não as farei! :mrgreen:

Categories: Cenas do Blogue, Pessoal

Mário Teu Humor Está No Armário

Teatro é que nem pizza. Você pede. Eu levo na sua casa, no seu trabalho. Onde você quiser.

Conhecem algum actor que em vez de ficar à espera que os espectadores vão ao teatro, vai ao encontro deles ao local de trabalho, ao hospital, ou mesmo a bordo de uma viagem de avião? Esse actor é Raul de Orofino.
Conta Raul de Orofino que deve ser dos raros actores do planeta que já fez teatro a bordo de um avião. Esta sua experiência invulgar teve início nos anos 90, por culpa do plano de austeridade de Collor de Melo, ex-presidente brasileiro, que o deixou sem subsídio para montar uma peça no Rio de Janeiro. Levado pelo “instinto de sobrevivência”, decidiu que iria fazer teatro em qualquer lugar – nem que fosse na casa dos espectadores.

Em Outubro de 2004, frequentei uma formação de 3 dias da Quatro – Sistemas de Informação. Empresa esta que foi entretanto comprada pela multinacional IBS.
Bom, continuando. Nessa formação estava programado, para o fim da agenda de trabalhos, uma actuação da peça de teatro “Mário teu humor está no armário”. Confesso que nunca tinha ouvido falar da peça nem do seu autor e único actor, Raul de Orofino. E foi uma verdadeira surpresa!
Imaginem uma sala repleta de informáticos com os cérebros lavados em sistemas de integração e em serviços de conteúdo Web para PME’s. Falo por mim quando digo que, apesar de gostar muito da minha profissão, ao fim de 3 dias apetecia-me mesmo era umas cervejas bem frescas no fim da agenda de trabalhos. Mas meus amigos, como a vida está repleta de suspresas, a Quatro – SI reservou para os seus clientes um óptimo e descontraído momento teatral.
Ao entrarmos na sala do hotel reservada para o espectáculo, a primeira atitude de Raul de Orofino foi “obrigar” a assistência, isto é nós, a sentarmo-nos nas primeiras filas e a desorganizar o alinhamento em que as cadeiras estavam colocadas. Dizia ele “de lógica devem voçês estar fartos neste últimos 3 dias”. E realmente o actor brasileiro tinha uma certa razão.

Raul dá inicio à comédia “Mário teu humor está no armário”. A acção passa-se dentro de um consultório de psicologia. O(A) psicólogo(a) é a própria platéia. “Mário teu humor está no armário” foca as dificuldades que temos em lidar com mudanças e desafios.
A peça reúne quatro personagens em cena.
Ana Lúcia – Mulher que se encanta por Hugo, que é um anão, e enfrenta os preconceitos da sua família. Hugo é um grande executivo. Ela insiste no namoro, não por teimosia, mas porque está apaixonada de facto. “Foi o riso dele que me encantou!”, diz.
Hugo surpreende-a quando diz que está acostumado com situações embaraçosas. Ana relata como está feliz, que não sente falta de um corpo a envolvendo, pois está completamente envolvida. Ela diz que ele a realiza sexualmente muito mais do que muitos homens altos que ela já teve. E arremata: “A Branca de Neve não sabe o que perdeu!”
Carlos Alberto – Homem que foi demitido do emprego e não consegue encontrar trabalho, vai ficando em casa e aos poucos, assume as tarefas do lar. Torna-se um “dono de casa” enquanto sua esposa, Elisa, continua trabalhando como executiva. Ele relata as suas dificuldades em realizar tarefas da casa, em lidar com o ciúme de Elisa. Ela assume que não quer uma mulher-a-dias ou qualquer outra mulher dentro de casa com seu marido.
Ele enfrenta muitos desafios como ter que arrancar o dente da filha mais nova. Fica frustrado quando Elisa não aparece nas festas surpresa que ele preparou para o filho na escola. Ele começa, então, a perceber o que significa realizar tarefas que antes era Elisa quem fazia. Percebe o que é ocupar o lugar do outro. “Agora eu sei o que você fazia quando eu não estava aqui e por isso te amo mais ainda!”, diz ele.
Cleyton – É gay e reclama de Dudu, seu companheiro, que tem urinado na tampa da sanita nos últimos dias. Dudu é autoritário, passou a ocupar o cargo de gerente do seu banco e tem gritado ultimamente com Cleyton e com seus funcionários. Como ganha mais dinheiro do que Cleyton, diz que vai continuar urinando na tampa, sim, e que a porta da rua é serventia da casa. Cleyton fica arrasado, vai embora para a casa da mãe, e apenas lamenta deixar Bebel Eduarda, a gatinha que eles tiraram da rua e deram muito amor.
Uma noite, de madrugada, Dudu telefona deseparado. Diz que Bebel Eduarda teve uma inflamação rara no estômago, e que pode morrer. Cleyton corre para a clínica onde o veterinário Bumbay é muito gentil ao perceber o desepero dos dois, e oferece a suite da veterinária para passarem a noite ali. Dudu confessa que tem medo de perder Bebel Eduarda e tem medo daquilo que ele não conhece. Diz que, diante de coisas novas, ele fica tão apavorado que começa a gritar com as pessoas. Bebel Eduarda melhora, Dudu começa tornar-se mais flexivel e Cleyton reconhece que pode “reivindicar” suas questões de uma maneira mais doce e afectuosa.
Pai Mau Humorado – Ele relata que o seu filho de onze anos foi passar o fim de semana com ele. O filho diz: “Pai, que cara triste é essa? Faz como a Feiticeira: mexe com o nariz e ri!” O pai não acredita que o filho está falando de uma serie dos anos 70 que ele via quando era miúdo. O menino convida-o para verem um filme que ele gravou com episódios de A Feiticeira. Ambos vêem e o pai percebe que, depois que riu, começou a pensar melhor nos problemas dele e da empresa. Feliz, liga para sua actual namorada, e ela envia para ele uma reportagem que fala da importância do bom humor no tratamento de pacientes com SIDA e com cancro.
Ele diz que quando ri, o ser humano libera endorfinas que anestesiam as dores. Ele resolve, então, colecionar figuras engraçadas, procurar sites de humor na Internet, e antes de voltar para casa, alugar filmes de comédia. Resolve alimentar-se de BOM HUMOR!

No fim da peça, Raul de Orofino convidou-nos a reflectir nas histórias das quatro personagens e em qual delas revemos algum momento importante da nossa vida. Para terem uma ideia da interactividade entre Raul e a assistência naquele fim de tarde numa sala de hotel, a peça durou cerca de 30 minutos e a conversa entre nós o actor demorou quase 1 hora. A verdadeira peça estava no fim, estava naquela troca de experiências e vivências.

Ouvir uma pessoa com os braços cruzados é diferente de ouvir uma pessoa segurando o queixo. Olho, posso não saber o que quer dizer, mas sinto. O que sinto vem para meu coração, que vai para o hemisfério direito do cérebro.

Categories: Humor