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Archive for Janeiro, 2008

Pô cara, eu avisei que éssa cámisa ázul aí dá azá!

porto.jpg

Que o Futebol Clube do Bairro das Antas tem uma grande projecção international, tem. E tem também todo o mérito na boa imagem que passa lá para fora, bem como no respeito que os grandes do habitat da bola, ao mais alto nível internacional, têm por ele.
Eu, mesmo sendo benfiquista, sinto uma grande alegria fico satisfeito ao verificar que por esse mundo fora as camisolas dos principais clubes rivais do SLB são motivo de orgulho para qualquer pessoa que as vista, mesmo que essa pessoa seja um ‘modelo fotográfico’ apresentado como parte integrante de uma apreensão de drogas e armas numa favela da cidade maravilhosa (maravilhosa para alguns).
Perdoa-me Miguel, pois não pretendo fazer nenhuma associação de carácter duvidoso ao teu clube. Deixo isso a cargo deste senhor. Este post pretende ser apenas uma espécie de vingança mesquinha e de baixo nível, pelo facto de eu sentir uma inveja do caraças do futebol bonito e eficaz praticado pelos teus dragões azuis. Um dia, quando o Sport Lisboa e Benfica voltar a ser francamente superior ao Futebol Clube do Bairro das Antas, poderás dar-me o troco na mesma moeda. :mrgreen:

Categories: Humor

Diz-me lá: consegues sentar-te sem trincar um tomate?

Existem duas coisas que nunca consegui entender: uma é o sentido de objectividade quando se entra no domínio da Física Quântica. Reparem, mesmo que aquilo que observamos não nos pareça lógico, é a única forma de podermos ter uma descrição exaustiva do fenómeno. A outra é a mania que alguns gajos têm em andar de calças tão apertadas, que nem um preservativo conseguem enfiar nos bolsos traseiros dos seus belos jeans. Pá se é para realçar o inchaço que têm entre as pernas, existem outras formas menos ridículas de o fazer, como usar uns calções de licra. Muitos desportistas utilizam-nos e lá por isso não apresentam uma aparência tão ridícula como a do cromo na imagem deste post. Certo?
Nem quero imaginar o esforço que deve ser vestir aquelas calças. Puxar daqui e dali, colocar o car pénis numa posição em que não fique dormente ao fim de 10 minutos, enfim, um cabo de trabalhos para depois de umas cervejas (meninas: chamo a atenção para o facto de ele ter uma garrafa na mão, só para o caso de terem reparado apenas no orgão do homem) ter de ir à casa de banho e recomeçar o martírio de enfiar a igreja dentro da sacristia.
Meus amigos, agora a sério, imagens como esta têm um sentido mais profundo do que aparentam. Esta, por exemplo, leva-me a reflectir naquilo que são os extremos opostos do comportamento humano, reflectidos pela nossa postura e atitudes. Se o senhor da imagem tem um gosto particular, embora duvidoso, em usar calças muito muito apertadinhas, há outros que gostam delas tão largas que caem pela cintura abaixo até aos joelhos. Devem achar sexy andar com os boxers de fora. Mas a verdade é que, sexy ou não, é preocupante. Digo preocupante porque leva-me a pensar que esta nova geração, a geração dos Cogumelos com Açucar e das calças pelos joelhos, sofre de evacuação repentina e sem aviso prévio. Ora o facto de não terem de perder tempo a baixar os jeans dá-lhes logo uma vantagem de alguns segundos para não se borrarem por todo o lado.

É caso para dizer que se a minha geração era rasca, esta anda à rasca!

Categories: Cromos

O somatório dos vicíos de um homem é uma constante

Queres fumar? Epá não sei… arranja um lugarinho qualquer aí fora. Ah queres mijar?! Ok não tinha percebido, olha pode ser aqui mesmo! Tens tantos cantos por onde escolher, já fumar é mais complicado. E esquece a mijeira das primeiras cinco cervejas com o cigarro no canto da boca. Alivia-te se tens vontade e depois arranja um local para fumar.

Esta moda de não se poder fumar em qualquer local é um hábito um tanto difícil de ser encaixado no meu dia a dia. Sou um despistado, confesso, e o acto de apagar o cigarro antes de entrar num café, por exemplo, passa-me completamente ao lado. É um verdadeiro embaraço para mim quando oiço um Psst ó amigo, ou, Epá Miguel, ou ainda Desculpe senhor – gosto mais deste – apague lá o cigarro, se faz favor, antes que os sacanas da ASAE apareçam. Claro que apago, sou fumador, mas respeito a decisão do proprietário, tal como respeito o valor da multa por violar o aviso vermelho. E respeito acima de tudo os não fumadores. Sempre respeitei, das mais diversas formas, desde não acender um cigarro para não incomodar até apagar outro pelo mesmo motivo. Mas atenção, respeito-os apenas se não forem ex-fumadores fundamentalistas, só porque não fumam desde o primeiro dia do ano!
Mas o que me levou a falar deste triste vício que é o tabaco, é a oportunidade que o governo português está a oferecer-me para eu deixar de fumar, já que com a nova lei fumo menos cigarros. Não fumo nos cafés e restaurantes, vou à rua. Não fumo no local de trabalho, vou à rua. Não fumo em casa vai para três anos, vou à rua. No entanto estamos em pleno inverno e ir à rua implica levar com frio e, por vezes, também com chuva na cara. Então porque não apanhar boleia da decisão do governo e deixar de vez a nicotina? Porque sou teimoso em deixar para amanhã uma atitude que poderia ter tomado hoje, e estúpido por saber que quanto mais tarde tomar essa atitude pior é para a minha saúde e bem estar físico. Já em relação ao bem estar psicológico, falarei disso um dia que deixe de fumar. Será certamente tema para um post!
A verdade, meus caros, é que eu sou um homem de vícios. Tabaco e café são os únicos que realmente prejudicam a minha saúde, mas este blogue por exemplo é um vício, tenho de vir aqui todos os dias, nem que seja para picar o ponto. Já agora, uma vez que abordei a relação blogue/vício, leiam este post do Miguel Azevedo no seu Porto das Pipas. Outro vício que me acompanha há cerca de dois anos é a necessidade que tenho em estar com a minha filha. Tenho de sentir o sorriso dela todos os dias, é uma necessidade, é um vício. E será neste vício, será no sorriso da minha pequena Leonor, que irei apoiar-me para largar o vício do cigarro.

Enfim, o somatório dos vicíos de um homem é uma constante.

A ouvir: River, by Red House Painters

Ah! A música! Essa que é a madrinha dos meus vícios…

Categories: Pessoal

Ó amigo, diz-me quantos golos queres e eu próprio marco-os todos!

Categories: Cromos, Humor

Entrevista exclusiva a Edmundo Areias

Edmundo Areias não é convidado nem é intruso.
É, digamos, igual a si próprio…

Edmundo Areias, quem és tu?
ED: Sou aquilo que como, e assim como tudo o que quiser! Prefiro comida fresca, também como com os olhos.
Em que quadrante é mais respeitado?
ED: Sempre pensei que os quadrantes iriam se extinguir, agora gostam mais de mim nos triângulos do poder, mas já foi ao contrário, …(risos)
Alguns deviam usar medicação, muitas vezes não sabem o que são quadrantes… Nem eu… (risos)
Usa medicação?
ED: Tem dias.
Já foi acusado de usar uma máscara, de não demonstrar o seu verdadeiro eu, até já foi confundido! Isso incomoda-o, fica triste?
ED: Máscaras há muitas, mais que chapéus, mas claro que sim, fico incomodado com certos tiques, eu não quero ser identificado nem comparado com determinados fulanos que nada percebem da minha arte, cada um usa a maquilhagem que quer, e eu até gosto de pintar a manta… (gargalhadas)
Mas triste nunca, até me dá é para rir…
Para quando um Blog próprio, tem planos?
ED: Tenho contrato de exclusividade com o MCBINFO, uma transferência tem que passar pela direcção do Blog.
Um Blog próprio está fora de questão, não acredito em golpes de estado, sinto-me bem aqui!
Acredita na reinvenção autárquica?
ED: Não. Mas acredito na expressão “ vira o disco e toca o mesmo”, mas com mais ruído.
Acredita na estupidez gananciosa, na expressão “são todos uns totós”?
ED: Claro, é óbvio. E acrescento, “estamos fodidos”.
Como?!?
ED: É isso mesmo! Fodidos!
Quais são os seus maiores medos?
ED: Tantos! (outra vez gargalhadas) Mas neste momento o que mais me mete medo são os incompetentes dos opositores que vagueiam pelas páginas dos jornais e afins desta região e além-mar!
Mas tem medo deles?
ED: Bem… (outra vez gargalhadas). Talvez seja mais vergonha. Conseguem ser piores que os pseudo reinventores que por aí andam. Para não falar dos Padrinhos, sim porque desses quem não tem medo!!? Para provar o seu percurso de terror, basta tentar “fugir” da ilha de barco.

(Pausa para a medicação)

Categories: Não Categorizado

Sejam posthomens, suas améliazinhas!

A pior coisa que pode acontecer a um blogger nato, ou a outro gajo qualquer que mantém um blogue – assim como eu -, é não saber o que escrever. É mais ou menos como quando falta a inspiração a um pintor, a um músico ou escritor… Atenção, não pretendo de forma alguma elevar a Arte o que faço aqui. De artista não tenho nada, acreditem.
Sinto no entanto, que mereço ser iluminado de vez em quando, por uma espiritualidade qualquer, que me conceda por breves momentos o dom de criar um post digno de ser lido em voz alta pelos meninos da escola primária nos tempos do estado novo, logo após cantarolarem «A Portuguesa» sob o olhar atento da fotografia do Dr. António de Oliveira S…. huummm… esse cujo nome não deve ser pronunciado.

Confesso que por vezes lamento não ter a paciência suficiente para iniciar, desenvolver e finalizar um post com a calma que lhe é merecida. Mastigar as frases, namorar os parágrafos e, por fim, deixar que ele siga o seu destino. Ser colocado online à mercê do sentido crítico alheio, dos comentários. Pior, deixá-lo desamparado perante a indiferença de quem o lê.
É, está decidido, se é para lançar os meus posts às bestas desta tão sensível blogosfera, então serão protegidos e acarinhados enquanto estiverem nas minhas mãos. Dar-lhes-ei todos os mimos que merecem, através da minha dedicação nos seus conteúdos e depois puxo a perna bem atrás e enfio-lhes um grande pontapé nos testículos tomates e digo-lhes: “Vão e tornem-se ‘posthomens’ que o mundo lá fora é duro!”

Categories: Cenas do Blogue, Pessoal

A caneca On/Off

As queimaduras de língua causadas por um café excessivamente quente não serão propriamente um dos maiores males da sociedade. Mas para quê facilitar?
A caneca On/Off tem uma tinta especial que é activada com o calor do liquido. Quando estiver fria, mantém a inscrição Off, mas se despejarmos algum líquido quente, rapidamente o On surge no seu lugar. É um medidor de temperatura interessante, e que é usado noutras canecas para exibir fotos, por exemplo.

on_off_mug.jpg

Fonte: Charles and Marie – Soupe du jour

Categories: Não Categorizado