Queres fumar? Epá não sei… arranja um lugarinho qualquer aí fora. Ah queres mijar?! Ok não tinha percebido, olha pode ser aqui mesmo! Tens tantos cantos por onde escolher, já fumar é mais complicado. E esquece a mijeira das primeiras cinco cervejas com o cigarro no canto da boca. Alivia-te se tens vontade e depois arranja um local para fumar.
Esta moda de não se poder fumar em qualquer local é um hábito um tanto difícil de ser encaixado no meu dia a dia. Sou um despistado, confesso, e o acto de apagar o cigarro antes de entrar num café, por exemplo, passa-me completamente ao lado. É um verdadeiro embaraço para mim quando oiço um Psst ó amigo, ou, Epá Miguel, ou ainda Desculpe senhor – gosto mais deste – apague lá o cigarro, se faz favor, antes que os sacanas da ASAE apareçam. Claro que apago, sou fumador, mas respeito a decisão do proprietário, tal como respeito o valor da multa por violar o aviso vermelho. E respeito acima de tudo os não fumadores. Sempre respeitei, das mais diversas formas, desde não acender um cigarro para não incomodar até apagar outro pelo mesmo motivo. Mas atenção, respeito-os apenas se não forem ex-fumadores fundamentalistas, só porque não fumam desde o primeiro dia do ano!
Mas o que me levou a falar deste triste vício que é o tabaco, é a oportunidade que o governo português está a oferecer-me para eu deixar de fumar, já que com a nova lei fumo menos cigarros. Não fumo nos cafés e restaurantes, vou à rua. Não fumo no local de trabalho, vou à rua. Não fumo em casa vai para três anos, vou à rua. No entanto estamos em pleno inverno e ir à rua implica levar com frio e, por vezes, também com chuva na cara. Então porque não apanhar boleia da decisão do governo e deixar de vez a nicotina? Porque sou teimoso em deixar para amanhã uma atitude que poderia ter tomado hoje, e estúpido por saber que quanto mais tarde tomar essa atitude pior é para a minha saúde e bem estar físico. Já em relação ao bem estar psicológico, falarei disso um dia que deixe de fumar. Será certamente tema para um post!
A verdade, meus caros, é que eu sou um homem de vícios. Tabaco e café são os únicos que realmente prejudicam a minha saúde, mas este blogue por exemplo é um vício, tenho de vir aqui todos os dias, nem que seja para picar o ponto. Já agora, uma vez que abordei a relação blogue/vício, leiam este post do Miguel Azevedo no seu Porto das Pipas. Outro vício que me acompanha há cerca de dois anos é a necessidade que tenho em estar com a minha filha. Tenho de sentir o sorriso dela todos os dias, é uma necessidade, é um vício. E será neste vício, será no sorriso da minha pequena Leonor, que irei apoiar-me para largar o vício do cigarro.
Enfim, o somatório dos vicíos de um homem é uma constante.
A ouvir: River, by Red House Painters
Ah! A música! Essa que é a madrinha dos meus vícios…