Bullet With Butterfly Wings
The Smashing Pumpkins, “Mellon Collie and the Infinite Sadness”
The Smashing Pumpkins, “Mellon Collie and the Infinite Sadness”
Alguns membros da comunidade médica, ao nível internacional, debatem actualmente a validade da dependência do computador. Não há dúvida que cada vez mais pessoas utilizam o computador para trabalhar, navegar na Internet, jogar online, partilhar os seus perfis nos portais da Web 2.0, como é o caso do hi5, e conversar nos programas de instant messaging, como por exemplo o MSN. Isto é, hoje em dia o computador faz parte integrante do dia-a-dia de muitos milhões de pessoas em todo o mundo. Existem mesmo aquelas cuja utilização do computador consome completamente as suas vidas.
A grande questão é saber quais os efeitos reais, provocados pela utilização intensiva dos computadores.
Muitos psicólogos acreditam que a dependência do computador é um comportamento compulsivo ligado a uma doença subjacente, e não algo que possa ser classificado como uma dependência. As pessoas que sofrem de “dependência do computador” são na verdade pessoas que não conseguem controlar os seus impulsos, dizem estes especialistas. Eles afirmam que algumas pessoas podem identificar-se como portadoras do Transtorno de Dependência à Internet como parte de um complexo processo de reforço social. A dependência dos jogos pode ser o resultado do medo incitado por pais alarmistas, que ficam assustados, pensando que algo está mal com os seus filhos. Alguns médicos chegam mesmo a afirmar que as pessoas obcecadas por jogos na Internet não são diferentes das pessoas que vêem televisão durante longas horas e em muitos casos até de madrugada. Por outras palavras, talvez sejam preguiçosas, nada mais do que isso.
Em 2007, a American Medical Association decidiu que a dependência dos jogos não deveria ser declarada uma doença real, mas que no entanto deveria ser mais estudada. A American Psychiatric Association levantou algumas dúvidas em relação a incluir a dependência desta modalidade de entretenimento online na lista de transtornos mentais na quinta revisão do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (Fonte: ExtremeTech).
Mas afinal qual é a profundidade do problema?
Não existem actualmente estatísticas exactas sobre a taxa de “dependência do computador”. Como o problema não é classificado como uma doença específica, então não há critérios de diagnóstico para determinar a dependência. A professora de psicologia, Dra. Kimberly S. Young, uma das especialistas que defende a “dependência do computador” como uma dependência real, conduziu uma pesquisa não-científica com utilizadores da Internet no sentido de apurar quantos deles se identificavam como dependentes do mundo virtual. O resultado foi o seguinte: 80% das pessoas alvo da pesquisa admitiram ser dependentes da Internet. É impossível generalizar este número para uma estatística que tenha um significado, apesar da Dra. Young considerá-lo um sinal de uma potencial “epidemia”.
Adenda: a Vanda, minha cara metade, diz que eu sou dependente do computador, o que em parte é verdade, admito. Mas, não é menos verdade que é com esta ferramenta de trabalho que ganho a vida.
Um político que estava em plena campanha eleitoral chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou juntos para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual me parece transcendente, importante ou de vida ou de morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.
De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e respondeu:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro (hic) num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!
As notícias do PÚBLICO na Internet passam a ter ligação directa para os blogues que as comentam, através de uma nova ferramenta que hoje entrou em funcionamento ontem, 24 de Março de 2008. O objectivo desta medida é ajudar “na difusão das conversas que se geram na blogosfera sobre as notícias, transformando os níveis de participação no próprio site”, explica um comunicado da empresa.
Colocada exactamente por baixo da fotografia, em lugar de destaque, uma pequena caixa dará conta do que se está a escrever na blogosfera sobre aquela notícia em concreto, aumentando as possibilidades de ligações entre os “bloggers” e o próprio jornal. Esta é a primeira vez que o site do PÚBLICO faz ligações directas com frequência para fora do seu próprio site.
A ferramenta em causa, Twingly, é usada por alguns jornais europeus, como o “Politiken“, na Dinamarca, e tem apresentado bons resultados na criação de uma comunidade de leitores mais participativos. Nos últimos meses, o site do PÚBLICO tem vindo a ver crescer exponencialmente os comentários on-line, que passaram de 6717 em Outubro de 2007 para 24.140 em Fevereiro.
Fonte: Publico.pt
Diz o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário:
“Artigo 15.º
q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de, objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou morais aos alunos ou a terceiros.”
E depois vê-se cenas como esta.
Perdoem-me os/as mais sensíveis, mas depois de ver o vídeo, só me apetecia enfiar o telemóvel pelo cú acima à menina!
P.S. Se ao ler este post o vídeo já tiver sido removido do Youtube, pode vê-lo aqui.
Editado em 21mar08
Ao escrever “E depois vê-se cenas como esta” não pretendo, de forma alguma, afirmar que o que se passou naquela sala de aula exemplifica o dia-a-dia nas escolas portuguesas. A realidade é que aquele foi um dos poucos casos isolados que, infelizmente, são provocados por alguns alunos indisciplinados, e alimentados por professores que, na qualidade de seres-humanos, por vezes têm alguma dificuldade em lidar com situações de conflito directo.
Música! Música é o melhor presente que me podem dar!! E como a Vanda sabe disso, ofereceu-me, em nome da nossa pequena Leonor, esta linda música.
Colbie Caillat – “Bubbly”

Ontem à noite ouvi pela primeira vez o albúm “Voo Nocturno” de Jorge Palma. Não acreditam? Porquê? Apenas porque este último trabalho desse grande Senhor da música portuguesa é o mais comercial único que atingiu um patamar verdadeiramente comercial? Tss tss…
É claro que já tinha ouvido, na rádio, 2 ou 3 músicas do “Voo Nocturno”, mas é como vos digo, apenas ontem à noite é que tive a oportunidade de apreciar o albúm, com a merecida calma, do início ao fim. Ouvi e gostei. É o estilo genuíno de Jorge Palma, palavras e melodias sentidas, e aquela voz caracterísita e inconfundível quando ouvida.
Por outro lado, não é, devo afirmar, o trabalho de Jorge Palma de que mais gosto. Isto porque há 19 anos atrás rendi-me ao “Bairro do Amor” e há música com o mesmo nome deste albúm, bem como “Frágil”, “Dá-me Lume”, “Eternamente Tu” e todas as outras que fazem parte deste trabalho do Jorge Palma, que data de 1989 e que já foi considerado pelo jornal Público como um dos melhores álbuns portugueses do século XX.
No entanto, “Voo Nocturno” merece todo o meu respeito e admiração. Afinal trata-se de Jorge Manuel d’Abreu Palma e dos seus voos.
Este post é para as mamãs e os papás que gostam de contar e ler histórias às suas filhotas e/ou aos seus filhotes. Dêem um saltinho com as vossas crianças ao blog Histórias para os mais pequeninos “…e para os menos pequeninos…” (como o próprio blog refere). O nome diz tudo! Descobri-o por acaso, gostei e recomendo.
Como aperitivo, deixo-vos com…
O Coelho da Páscoa
Os coelhos da Páscoa não existem!
Pelo menos é o que muita gente pensa. E dizem:
— Um coelho é um coelho, quer esteja na coelheira ou no campo. E não põe ovos. Então como é que podia trazê-los pela Páscoa?
Além do mais, um coelho não consegue abrir uma porta ou saltar uma vedação. E onde é que ia arranjar um cesto para pôr os ovos, se mesmo assim os tivesse?
Ainda por cima, todos os coelhos têm medo dos homens! É triste, mas é assim!
Contudo, seria maravilhoso se imaginasses um coelho da Páscoa só teu.
Ora aqui está ele! Tem mais ou menos a tua altura e umas belas orelhas compridas.
Já está vestido com um fato de todas as cores e traz às costas um cestinho com todas as tuas prendas.
Vem a tua casa! Atravessa prados, bosques e salta por cima de todos os ribeiros. Oh! Olha uma raposa a tentar apanhá-lo!
Mas o coelho não tem medo nenhum.
— Sou o coelho da Páscoa — diz ele calmamente.
— Oh, as minhas desculpas! — responde-lhe a raposa.
O teu coelhinho chega a uma cidadezinha. Vem um cão a ladrar com toda a força, mas quando vê que é o coelho da Páscoa, abana a cauda alegremente.
O coelho da Páscoa passa por cima das sebes, atravessa jardins e chega finalmente à soleira da tua porta.
Mete a ponta de uma das suas longas orelhas na fechadura e roda-a muito devagarinho e com muito cuidado. E pronto, a orta abre-se.
Está agora a esconder os ovos e muitas outras coisinhas que trouxe. E quando tu acordares no domingo de Páscoa e encontrares os ovos, vais ter a certeza de que… foi o teu coelho da Páscoa que trouxe tudo!
Ele fez toda esta longa viagem por tua causa. E é o coelho da Páscoa mais bonito do mundo porque foste só tu que o imaginou!
Tradução e adaptação
Winfred Wolf
Le Lapin de Pâques
Paris, Casterman, 1987