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Archive for Setembro, 2008

A curiosidade da raínha do mar

«Ela olhou fixamente para mim com uma grande curiosidade e sem nenhum sinal de agressividade» afirmou Mauricio Handler (na fotografia), assistente do fotógrafo da National Geographic Magazine, Brian Skerry. A fotografia foi tirada nos mares das Ilhas Auckland quando os dois mergulhadores foram surpreendidos por esta agradável recepção.

Fonte: National Geographic Magazine

Categories: Não Categorizado

Blogosfera: realidade ou ilusão?

Por vezes penso que o melhor destino a dar à blogosfera seria entregá-la aos jornalistas. É verdade! Reparem, de uma forma geral, são eles que, devido às características que os distinguem de nós, meros amadores da escrita, melhores resultados conseguem quando chega o momento de fazer passar a palavra e transmitir com rigor e isenção qualquer assunto que lhes apeteça abordar, desde que para o efeito estejam minimamente bem preparados.

Por outro lado, se a blogosfera fosse entregue apenas aos homens e mulheres do jornalismo, a maior parte de nós não teria a possibilidade de vir para aqui, para este ambiente virtual da Web 2.0, escrever disparates e tentar mostrar ao mundo que também somos capazes, e gostamos, de partilhar as nossas opiniões com quem visita os nossos blogs. Dificilmente teríamos uma oportunidade tão eficiente para tal, no que respeita à exposição pública que a blogosfera proporciona.

Aqui, na blogosfera, qualquer um pode ser jornalista, comentador político, cómico ou herói. Qualquer um pode dizer o que lhe dá na real gana, para o bem e para o mal. Não tarda muito ela será a mãe de muitas virtudes e de tantos outros defeitos de quem, em consciência ou não, pensa que tem muito a apontar na sociedade global e medíocre em que vivemos.

E pronto, hoje não bebo nem mais um shot de Absinto que seja!

Categories: Blogosfera

Agarrem-se bem!… Estou a chegar!!

Categories: Humor, Imagens

«Escrita em Dia»

Descobri-o ontem e rendi-me a ele. De tal forma que perdi a noção do tempo enquanto navegava através dos seus conteúdos. Excelente! [Link]

Categories: Blogosfera

Cá p’ra mim o Planeta Açores não grama o WordPress

O «mb|Weblog v.2» está, desde há uns dias a esta parte, associado ao «Planeta Açores», um agregador de blogues cujos autores estão, de uma forma ou outra, relacionados com o Arquipélago dos Açores.

Ora acontece que das duas uma: ou o «Planeta Açores» não vai à bola com o WordPress – a solução blogging que utilizo -, ou, como bom português, ainda não não li o manual de instruções do planeta agregador dos blogues açorianos.
Os posts que escrevo no «mb|Weblog» são publicados uns minutos mais tarde e de forma automática no Planeta Açores, no entanto os leitores que se deslocarem ao agregador em questão não têm acesso à totalidade do conteúdo do post, sendo que para o lerem na íntegra têm de apanhar o 23 (Planeta Açores – mb|Weblog). Quanto a este facto até nem me posso queixar, quantos mais visitantes o meu blogue receber melhor, certo?
Ainda em relação aos posts publicados, sempre que se verifica uma nova entrada do «mb|Weblog» no «Planeta Açores», a entrada imediatamente anterior do meu blogue desaparece do mapa do Planeta, tipo os desgraçados da série «Lost».

Milton pá, o que dizes a isto? Onde estou a meter água? :mrgreen:

Categories: Cenas do Blogue

Vá meninos… não brinquem com coisas sérias.

A ouvir: The Smiths, How Soon is Now

Categories: Imagens

As Notas de Navegação do Pedro

Nunca viverei o suficiente
Para retribuir tudo aquilo
Que hoje me serve.
Um dia acordei para o mundo
Acordei para o próximo
E nesse dia quis servir
Curioso… intrigante… gratificante
Foi a partir desse dia
Que o mundo me começou a servir.
No dia em que deixei de pedir
No dia em que decidi dar
Foi o dia em que a vida
Sorriu para mim,
E me abriu o cofre dos meus segredos.

«Dádiva», Pedro Alves

Arrisco dizer, e penso não estar enganado, que o poema «Dádiva» reflecte a postura e a forma de estar na vida que identifiquei no Pedro, num curto reencontro, durante o lançamento promocional do seu livro «Notas de Navegação», e após muitos anos sem que nos tivéssemos cruzado.
Reencontrei-o crescido e consciente do mundo que o rodeia.
Reencontrei também o Pedro que conheci durante a sua infância e criancice. Ele próprio não esconde o menino que gosta de ser, o menino que o seu tio tão bem identificou nas palavras de alguns dos seus poemas e referiu na apresentação do «Notas de Navegação».

O Pedro Alves nasceu em 1983 na Ilha Terceira, Açores. Após concluir os estudos secundários, mudou-se para Braga, cidade onde realizou o Mestrado em Psicologia. Durante esse período viajou por várias partes do mundo, vivendo em lugares tão distintos como Genebra e Egipto.
A paixão pela escrita nasceu no Pedro através da distancia que separa as ilhas dos aeroportos, estradas e caminhos-de-ferro de outras terras distantes.

Na sua ainda curta carreira de escritor o Pedro conta já com alguns prémios. Foi o vencedor da II Edição do Concurso À Conquista dos Açores e do concurso literário do Outono Vivo, na sua edição de 2007, que decorre na cidade da Praia da Vitória, Ilha Terceira.

Lembro-me das tardes
Sentado no escuro,
Sonhando… navegando
Por meandros de fantasia.
O meu pequeno quarto
Imerso em penumbra
Era universo sem fim,
Onde me perdia
Sonhando… navegando
Por notas e cores
De vidas por viver
De dias por acontecer.

«Sonhando… navegando», Pedro Alves

Para quando as próximas notas, Pedro? É que estas já as devorei pá.

Categories: Não Categorizado

Blogues com estatuto aprovado

A proposta que visa a Análise do Estatuto da Blogosfera pelo Parlamento Europeu, a qual consiste em garantir a liberdade de expressão e direito a resposta, e não um controlo da blogosfera, foi aprovada com 307 votos a favor e 262 votos contra.

O Parlamento Europeu pretende agora lançar um debate aberto acerca das questões relacionadas com o estatuto dos blogues. [Link]

Categories: Blogosfera

Há coisas que nunca mudam

As rivalidades mesquinhas e provincianas, típicas de mentalidades alimentadas por comportamentos mesquinhos e provincianos, fazem com que uma ilha com dois concelhos nunca consiga evoluir efectivamente, no sentido da partilha de tarefas e de responsabilidades. O que sai para a comunicação social é, muitas vezes, uma fachada. A realidade é bem diferente.
Se um avança com um projecto no dia “tal”, o outro tem forçosamente de arrancar nas vésperas e ser o primeiro. Afinal trata-se de uma competição antiga, mesquinha e provinciana. E nem a mesma cor política comum às duas autarquias é razão suficiente para que as mentalidades evoluam de uma forma saudável. Cromos… Pff!

Categories: Cromos

Preliminares

Categories: Imagens

«Magalhães»

É hoje que o computador «Magalhães», supostamente desenvolvido em Portugal, vem para a rua. Isto é, começa a ser distribuído em algumas escolas portuguesas do primeiro ensino básico. Penso que se trata de uma boa iniciativa. Poderia no entanto ser melhor, não fossem as mentiras atiradas ao ar pelo nosso Primeiro Ministro e apanhadas pela comunicação social em geral. Falo concretamente da ideia transmitida pelo Governo de que o «Magalhães» é um computador nacional dos pés à cabeça – nada mais errado. Trata-se, de facto, de uma máquina montada em Portugal pela empresa JP Sá Couto, empresa esta que merece todo o respeito pelo trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos em Portugal, mas daí a afirmar que o «Magalhães» é um produto genuinamente nacional, vai uma grande distância.

Na verdade, o projecto não teve origem em Portugal. Já existe desde 2006 e chama-se Classmate PC, um produto concebido pela Intel no sector dos NetBooks e já é vendido há muito tempo através da Amazon.
Além disso, este computador já está à venda em vários países, mas nem sempre tem o mesmo nome. Na Indonésia o «Magalhães» é conhecido por «Anoa», na Índia é o «Mileap-X Series», na Itália chama-se «Jumpc» e o no Brasil é conhecido por «Mobo Kids».

Trata-se no fundo de um computador montado em Portugal, mas, tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.

Categories: Outras Tretas

“Freak Show” do materialismo

Tenho cada vez mais a certeza que, nos dias de hoje, as pessoas são – ou pretendem ser – aquilo que têm e que o dinheiro pode comprar. Não sei se isso será apenas uma consequência, ou causa, da necessidade de compensar um vazio ou frustração, ou se por outro lado é mais grave e reflecte efectivamente aquilo em que as pessoas estão a tornar-se: concorrentes (in)conscientes de que participam num concurso de frivolidades, onde “ter mais do que o vizinho” é uma clara vantagem. É esta postura fútil que cada vez mais identifico nas pessoas.

Se têm posses, exibem-nas de forma a que ninguém tenha dúvidas de que a melhor forma de estabelecerem a sua razão – seja ela qual for – é com o cú sentado em cima dos bens e serviços que podem adquirir sem terem de fazer contas às finanças pessoais no fim do mês. Não é o meu caso.
Se não têm posses, o recurso ao crédito é sempre uma solução: endividam-se e vivem uma vida que não é real. Também não é o meu caso.

Pelo meio dou por mim a tentar encontrar o meu lugar, uma vez que não tenho posses e o crédito a que recorri para adquirir a minha casa não me dá muitas margens de manobra para andar a participar em concursos de vangloriarão e de sinais exteriores de riqueza. Em determinadas situações sou um outsider em toda a sua propriedade.

Estou bem comigo próprio. E sou feliz. :D

A ouvir: Rinocerose, Cubicle

Olha este armado em moralista… espiritualista… ou o raio que o parta! – pensas tu neste momento, certo?

Categories: Pessoal