Arquivo

Archive for Dezembro, 2008

O post das imagens guardadas

Há uns meses atrás recebi um elogio de um amigo relativamente às imagens que escolho para acompanharem os posts publicados no mb|Weblog. Dizia então o Diogo, que apreciava a relação das imagens escolhidas com os assuntos abordados nos posts, mesmo que algumas vezes a referida relação seja estabelecida de uma forma subtil.
Ao agradecer o elogio disse-lhe que utilizo por vezes uma técnica, que certamente não é utilizada apenas por mim – não me considero assim tão arrogante :p – e que costuma resultar. Expliquei-lhe que na maior parte dos casos não percorro a Internet à procura de imagens para embelezar determinado post, antes de publicá-lo. O que faço é guardar algumas imagens que vou encontrando, aqui e ali, na esperança de um dia vir a utilizá-las, desde que para isso escreva alguma coisa que vá de encontro ao que a imagem transmite. No entanto isso não significa que escreva única e exclusivamente para as imagens encontradas no dia-a-dia das minhas navegações virtuais. Isto é, tenho muitas que estão guardadas porque nunca tiveram a oportunidade de serem utilizadas, sendo que algumas delas provavelmente nunca terão a honra de participar neste weblog – não é o caso das imagens abaixo.


Clique nas miniaturas para visualizar as imagens

Estas três imagens reflectem perfeitamente o que referi. Encontrei-as na Internet, guardei-as, mas até hoje nunca tiveram a oportunidade de serem utilizadas. Mas gosto delas. E como estavam guardadas no fundo da gaveta à demasiado tempo…

Categories: Cenas do Blogue, Imagens

Uma acha para a fogueira [3]

Qual é coisa qual é ela, que provoca uma mudança súbita ou progressiva, relativamente à cor partidária ou orientação política de determinados(as) funcionários(as) do Estado, mudança essa directamente relacionada com os cargos que pretendem manter ou vir a ocupar?

Resposta 1: Não resistiram à pressão exercida pelas chefias.

Resposta 2: Não resistiram à pressão exercida pelas chefias, principalmente quando lhes foi oferecido um cargo – imagine-se – de chefia.

Resposta 3: Não resistiram à pressão exercida pelas chefias, principalmente quando lhes foi oferecido um cargo – imagine-se – de chefia, e uma vez que uma das características típicas dos “vira-casacas” é não terem respeito por si próprios, aceitaram de imediato porque, afinal de contas, é preferível perder a vergonha na cara, do que o estatuto de Chefe e mais uns trocos na carteira.

Que país de merda! Como não há-de o Poder Local brincar com tudo isto, se o exemplo vem de cima…

(Ficam de fora nesta questão os “afilhados” e os tão famososlambe-botas)

Categories: Fricção

Christophe Huet – O (re)toque francês


“Kafka”

Christophe Huet, professionnel de la retouche photo Creations et montages d’images – 1er de retouche d’image avec zoom et making of. [Link]

Categories: Fotografia, Websites

A personalidade do ano somos nós, os contribuintes

«Você, caro leitor, caro eleitor, caro devedor, é muito importante para o País, que não o trata como um mero algarismo: trata-o como nove algarismos. A resposta é o seu número de contribuinte. Você, caro pagador de impostos, é a personalidade do ano 2008.»

E é assim que o Jornal de Negócios elege como personalidade do ano 2008, nem mais nem menos do que nós, contribuintes do nosso querido Portugal.
Trata-se de um texto de Pedro Santos Guerreiro, que merece ser lido, mais que não seja pela excelente e delicada ironia nele utilizada. [Link]

Categories: Outras Tretas

O presente para Sócrates

Parece que os Ministros do Governo de Sócrates ofereceram como presente de Natal ao Primeiro Ministro um cheque no valor de 2.500,00€, para ele gastar numa loja de roupa de uma conhecida marca – não consegui descobrir qual. A ideia para esta oferta surgiu após José Sócrates ter sido considerado um dos homens mais elegantes do mundo.

Gostaria de saber se ao comprar o que o valor oferecido permitir, Sócrates escolherá também um cinto, desde que não fique muito apertado. Afinal ele é uma das principais figuras de Estado e há que manter as aparências. E nesse sentido os tugas são experts!

Categories: Cromos

Olá boneca nova! Adeus boneca velha…

A minha pequena Leonor já dorme, coitadinha, está esgotada de tanto brincar nas últimas horas com os brinquedos que o Pai Natal lhe trouxe. Só quem nunca observou uma criança com quase três anitos de idade a delirar – durante horas a fio – com os presentes de Natal, não poderá compreender o cansaço que a arrasta para a cama, ao início da noite, quase 24 horas após o velho de barbas brancas ter cumprido uma vez mais o seu dever.

A minha filha é uma criança com sorte. Tem saúde, é amada, alegre e aparentemente – repito, aparentemente – a crise financeira do mundo dos adultos não passa em casa dela. Na nossa casa.
Se qualquer um de vós entrasse neste momento na nossa casa e visse a quantidade de brinquedos que a Leonor recebeu neste Natal, sairia de cá a comentar, ou pelo menos a pensar, que teríamos deixado de comer para que a nossa filha pudesse ter os brinquedos todos que o Pai Natal enfiou no seu enorme saco preto.
Nestas coisas de Natal e de presentes, os avós são piores do que as crianças. Bom, pelo menos os avós da minha filha, principalmente a minha mãe e o meu sogro. Se eles pudessem alimentar a neta com brinquedos, fá-lo-iam. E no fim o Pai Natal é quem fica com os louros, eheh.

Agora tenho dois problemas. Primeiro, começa a faltar espaço para tanta diversão. Se a sala de estar já quase estava por conta dos brinquedos e das bonecas e tudo o que está associado a elas, agora há que enfiar uma cozinha (cujos armários superiores estão a uma altura que obrigam a Leonor a pôr-se em biquinhos de pés para abri-los), uma mota, banheira e carrinho de bebés e mais tantas outras coisas. Talvez seja desta que mudamos o quarto de cama da Leonor para um quarto maior e enfiar lá o seu país das brincadeiras.
O segundo problema tem a ver com os brinquedos mais antigos, mas não velhos, pois a maior parte deles está em bom estado de conservação. A realidade nestes casos é sempre a mesma, de geração para geração: os antigos ficam esquecidos. Uma boa solução será doá-los a crianças desfavorecidas, que não têm a sorte da Leonor. E acreditem que na ilha Terceira há muitas nesta situação. Não é necessário ir para Moçambique, elas também existem cá, em frente aos nossos olhos. O meu problema não passa por doar os brinquedos, mas sim em conseguir explicar à minha filhota, com pouco menos de três anos, que há outras meninas que nunca tiveram uma boneca nova. Será que devemos, eu e a Vanda, tentar explicar-lhe, ou simplesmente inventamos uma desculpa qualquer para justificar o desaparecimento dos brinquedos que ela já não usa?

Categories: Pessoal

Ele também tem direito pá!

Ouvi dizer que o Pai Natal poderá atrasar-se um pouco este ano.

Categories: Humor

Boas Festas com muito respeito

Nesta época de Natal o envio e a recepção de mensagens de Boas Festas e de Feliz Ano Novo é prática comum entre amigos, familiares e conhecidos. São às dezenas as mensagens deste tipo que cada um de nós envia e recebe todos os anos, via SMS e Email. A blogosfera, enquanto fonte de partilha de informação – e de sentimentos -, também não foge à regra. Numa dimensão mais reduzida, é verdade, no entanto muitos bloggers aproveitam para desejar os votos típicos desta quadra através dos seus blogs.

Não vou fugir à regra e aproveito esta ocasião para desejar a todos os leitores do «mb|Weblog» votos sinceros de um Feliz Natal e Próspero Ano 2009.

Confesso no entanto, que o objectivo deste post não passa apenas por desejar os votos de festas felizes a quem visita este espaço. Gostaria igualmente de deixar-vos umas breves palavras acerca de um assunto que é muitas vezes esquecido durante todo o ano, inclusive nesta quadra, o qual merece a reflexão de todos nós: o respeito pelo próximo.
Nós, seres-humanos, entre muitos defeitos e virtudes que nos definem enquanto Homens, temos uma tendência natural para faltar ao respeito a quem está “ao nosso lado”, quer em termos pessoais, quer profissionais. Por vezes faltamos ao respeito, através de palavras e atitudes, sem pensarmos ou reflectirmos nas respectivas consequências. Pior são os casos em que efectivamente faltamos ao respeito, conscientes de que estamos a magoar a(s) pessoa(s) que pretendemos atingir, independentemente se se trata de desconhecidos, amigos, familiares, colegas de trabalho ou colaboradores.

O respeito também não se impõe a ninguém. Conquista-se – ou perde-se – através da nossa postura no dia-a-dia. O respeito não se compra, não se vende. O respeito não é ganho através de alianças ao Poder, mas sim por via das nossas atitudes e reacções às adversidades e barreiras que se apresentam diariamente perante nós.

Este post é dedicado à Vanda, minha mulher e uma grande Mulher que tem conseguido manter a calma e a serenidade perante atitudes de falta de respeito de que é alvo nos últimos três anos da sua vida profissional, através de atitudes mesquinhas, baixas e típicas de quem pensa que o poder é uma arma utilizada para conquistar o Respeito.

Amo-te Vanda.

Boas Festas e votos sinceros que todos vós possam um dia rir na cara de quem vos falta ao respeito! Eu, se tiver oportunidade, fá-lo-ei. ;)

Categories: Divagações, Pessoal