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Picasa: experimentei e gostei.
Diz quem percebe realmente do assunto que quanto mais se edita uma fotografia, a tendência é para que ela perca qualidade. E é verdade. Já estraguei algumas que tinham sido bem captadas e que depois ficaram impróprias para consumo. Assim, o meu lema tem sido qualquer coisa como: edita, sim senhor, mas o menos possível.
Mas há editar e editar. Comecei com o Microsoft Office Picture Manager, mas depressa esta ferramenta revelou-se limitada nas suas opções e, em certos casos, na própria qualidade do resultado final. Contudo, como de momento não tenho tempo para começar a aprender a trabalhar com soluções profissionais, como o Photoshop, tive de encontrar uma solução que fosse de encontro às minhas necessidades (que não são exigentes). E é aqui que entra uma das ferramentas disponibilizadas gratuitamente pela malta do Google.
Já tinha conhecimento do Picasa há algum tempo, penso que desde que a ferramenta foi lançada. No entanto, nunca a tinha utilizado, não tinha essa necessidade. Não tinha, mas agora que a experimentei não quero outra coisa. É como digo, não é uma solução profissional no que respeita à edição de imagens, mas é muito completo tendo em conta as minhas necessidades.
De qualquer forma, estou aberto a outras sugestões. Portanto, se for o caso, digam da vossa justiça!
Black or white?
Sem pretender ofender todos os fãs do artista e, em simultâneo, reconhecendo o valor do trabalho que ele desenvolveu ao longo de toda a sua carreira, juro que não percebo o espanto que invade os corações de todos os que choram a sua morte. Michael Jackson não era imortal pá, acordem! A sua música permanecerá viva para sempre, acredito, agora o homem, enquanto ser vivo, era como qualquer um de nós – nasceu, viveu (ou tentou, pelo menos) e morreu. Foi-se, pronto. Ninguém gosta, mas fazer o quê?
Aliás se pensarmos bem, Michael Jackson há muito que morreu. Alguém que leva uma vida de completo isolamento não está muito longe da morte. Ou está? Um homem que preferiu levar uma boa parte da sua vida escondido do sol para não estragar a sua nova pele, quando podia ter gozado de forma saudável a riqueza que amealhou ao longo dos anos graças ao seu dom, não pode estar muito vivo. Ou pode? Um homem que pagou milhões em indemnizações para calar a boca a quem o acusava de pedofilia, escondendo-se na sua Neverland, a qual existia apenas e só para ele, poderia estar na melhor das hipóteses meio-vivo, digamos assim.
Agora Michael Jackson está morto, realmente morto. Ainda não passaram 24 horas após a sua morte e o título de sobrenatural que lhe era frequentemente atribuído começa a ganhar uma nova forma, uma nova vida. Como diria um amigo meu: a morte de um homem é uma tragédia, a morte de milhares é uma estatística. – nada mais certo.
Muitos poderão afirmar que ele foi vítima do seu próprio sucesso – do seu precoce sucesso – e que mais não fez do que tentar agradar a tudo e a todos desde que, com apenas cinco anos de idade, começou a cantar e a dar os primeiros passos de dança com os seus irmãos. É possível, acredito que é possível. Assim como acredito que nos próximos dias estarei afastado dos canais noticiosos e da blogosfera nacional, internacional e intergaláctica, não vá a febre no mito tocar a minha, já de si também, frágil sensibilidade.
Blog Clube de Vinhos Portugueses
Foi-me dado a conhecer pelo seu editor, Jorge Cipriano, o blog Clube de Vinhos Portugueses. Devo dizer desde já que rendi-me completamente ao Clube de Vinhos Portugueses. Recheado de excelentes sugestões de vinhos e da própria cultura vinícola, que parecem recomendadas pelo próprio Baco, o blog proporciona ainda a possibilidade de viajarmos pela cultura e pela história de Portugal, assim como pela maravilhosa gastronomia de diversas regiões do nosso país, oferecendo-nos as receitas de muitos pratos típicos que fazem a nossa delícia e a de quem nos visita.
O Clube de Vinhos Portugueses é sem dúvida um blog a visitar com frequência.
O protesto para além da morte
Pelo que se sabe, no dia 20 de Junho de 2009, Neda Soltani e o professor de música que a acompanhava, estariam presos num engarrafamento e decidiram sair do carro devido ao calor que se fazia sentir. Levados pela curiosidade, decidiram aproximar-se um pouco, muito pouco, de um dos grupos de manifestantes que nos últimos dias têm feito das ruas de Teerão o palco do seu descontentamento, em consequência das eleições ocorridas há dias no país, as quais, e está confirmado, foram alvo de irregularidades e de ilegalidades – aparentemente não as suficientes para que seja necessário anular o último acto eleitoral, segundo o Conselho dos Guardiões, o órgão máximo legislativo do Irão.
Neda foi atingida por um tiro de um sniper das milícias Basij. Morreu dois minutos depois, enquanto o professor a tentava consolar, encorajando-a a não ter medo.
Segundo Caspian Makan, um turco de 37 anos, fotojornalista e namorado de Neda, as únicas manifestações em que ela terá participado ao longo da sua curta vida de 26 anos, foram aquelas em que o manifestante faz do silêncio a sua arma.

O silêncio de Neda Soltani tornou-se rapidamente numa referência para todos os que se mantém fieis às linhas de frente das manifestações, enfrentado as forças da ordem iraniana.
No dia 20 de Junho de 2009, dia em que a ordem imposta à força pelo regime de Teerão silenciou Neda, morreram outras nove pessoas durante os confrontos, se não estou enganado. Mas os protestos continuam. Continuam para além da morte.
Um post sobre uma mosca que corre o risco de se tornar mártir. Famosa já é.
Não sei se se tratou de um capricho de quem tem poder para isso e para muito mais, aproveitando a oportunidade para mostrar que é uma pessoa como as outras (ou como a grande maioria, no mínimo), ou se o que assistimos não foi mais do que um momento natural, em que o protagonista agiu como se estivesse na sua própria casa – como qualquer um de nós o faz. Tu inclusive, certamente.
Independentemente da origem desse grande mistério que originou uma pequena discussão Internet, a verdade é que Obama não se conteve e disparou um forte e veloz MIM-104 Patriot, escondido na sua mão, para espanto de todos, em direcção a uma pobre mosca que não fez mais do que incomodar o presidente norte americano.
Eu defendo os princípios básicos do direito à vida. Defendo a vida de todos os animais,* inclusive a de todas as moscas que matei e que virei a matar. Apesar de ser um defensor da vida, não entro em extremismos relativamente aos direitos das moscas. Aceito que elas comam merda e compreendo que tenham de vomitar a refeição anterior de forma a que possam ingerir a seguinte – são necessidades básicas que as caracterizam e que as distinguem de nós. Agora se uma mosca, um mosquito ou uma melga estiver a incomodar-me, não tenham dúvidas meus caros: só se eu não conseguir, porque se estiver ao meu alcance o raio do insecto vai mesmo morrer!
Talvez por isso não compreendo porque razão alguém fica indignado com o assassinato que Barak Obama cometeu em frente às câmaras de tv, tirando a vida a uma mosca. Incomoda-me mais, muito mais, que morram crianças vítimas das guerras dos adultos, por exemplo. Mas isto sou eu. Já os cromos que põem em causa o carácter de um homem apenas por este ter matado um insecto… lavo as minhas mãos.
* Por favor não venham com discussões sobre o aborto ou a sorte de varas. Este não é de todo um blog de intervenção pública. De qualquer forma reafirmo a minha posição em relação a ambos: se num há que analisar os diferentes motivos que levam, ou podem levar, à interrupção voluntária da gravidez; no outro não tenho opinião, não me interessa, se bem que, do pouco que percebo, penso que a sorte de varas não tem de levar necessariamente à morte do animal. Bom, não interessa.
Angra do Heroísmo em festa
Apesar de trabalhar em Angra do Heroísmo, a cidade que me viu nascer e crescer, são raras as ocasiões, actualmente, em que vou ao seu centro. Mas hoje fui. Tinha uma tarefa de alta prioridade a desempenhar – Vanda, a missão foi cumprida – e lá fui ao núcleo da cidade património mundial.
Vim de lá mais leve, mais festivo. Tudo porque hoje começa mais uma edição das Sanjoaninas e Angra respira São João e cheira a festa. Como em todos os anos por esta altura, a rainha dos Açores – e sem querer entrar em eventuais bairrismos, mas é um facto, Angra é a soberana deste “reino” plantado no meio do Atlântico – a rainha dos Açores, como dizia, enche-se de gente e de música. É uma óptima cidade para visitar, estar, viver.
Depois, daqui a cerca de uma semana, quando São João se despedir com um até p’ró ano linda, Angra do Heroísmo entrará na sua rotina diária, sem contudo perder o seu brilho e a sua magnificência, apesar de ter de remar contra a maré por diversas vezes, mais do as que algum dia mereceu.
Leave a comentário?
Ó diabo! Agora é que reparei que o tema que actualmente embeleza(?) este blog é luso americano. Reparem lá no link que meia dúzia de visitantes habituais utilizam para comentar as postas, quando estas encontram-se num estado de graça (virgens, entenda-se) relativamente aos comentários.
Marés
Agitam os símbolos, entoando em coro a sigla que enche de orgulho os que realmente sabem aproveitar a fragilidade de quem rasteja. Nunca terão compreendido que, assim como a maré, também esta finura tem duas fases?
A maré cheia permite-lhes nadar livremente e sem obstáculos… A maré vazante, por sua vez, ao atingir o seu nível mínimo deixa-os encurralados nas pequenas poças de água, até que a preia-mar regresse, levando-os para outras paragens menos vistosas e escondidas dos olhares alheios, proporcionado-lhes, por outro lado e para sua infelicidade, a hipótese de involuntariamente mostrarem a sua postura neste processo cíclico:
Simularem quem não são na preia-mar; revelarem quem são na baixa-mar.
Disse.





