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Archive for the ‘Cromos’ Category

Esta tarde

- Boa tarde, fala “nome-da-senhora”, da empresa “XPTO”. Estou a falar com o Sr. Miguel Bettencourt?

- Sim senhora, é o próprio, faça o favor…

- É relativamente à participação de avaria “xpto” com o n.º de registo “etc e tal”, tenho informação da parte da equipa técnica que o problema se encontra resolvido. Pode confirmar a operacionalidade do serviço por favor?

- Sim, o serviço está ok.

- Bom, então vou dar por terminada esta participação de avaria localizada na sede da vossa empresa, em Angra dos Heróis.

- Heroísmo…

- Como?

- Angra do Heroísmo…

- Ah! Muito bem, peço desculpa. Boa tarde.

- Boa tarde minha senhora.

Categories: Cromos

É sobretudo por posts destes que este blog não desiste da sua missão!

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Fotografia: via e-mail

Categories: Cromos, Humor

Tema que se segue: Actualidade

Vamos agora a um dos temas que marca a actualidade nacional: Saramago vs Igreja Católica, devido às recentes afirmações e reafirmações que o escritor disparou em direcção à Bíblia e a Deus.

Não me interessa o que Saramago pensa, mas preocupa-me que a Igreja Católica fique indignada com a opinião de um cidadão espanhol, seja ele escritor ou não, nobel da literatura ou não. A opinião que qualquer pessoa emite relativamente a qualquer uma das muitas religiões que existem deve ser respeitada, mesmo que não seja compreendida, aceite, admitida, enfim o que quer que (não) seja.

Por seu lado, José Saramago poderia ter mais cuidado na forma como transmite a sua opinião, ou convicção – para ser mais fiel à forma directa como ele expõe o seu ponto de vista.

José Saramago é, por mérito próprio, notícia em si. Mas de telenovelas nos noticiários estamos quase todos saturados e não precisamos que um escritor, que tanto preza a sua honestidade intelectual, venha para a praça pública lançar achas para a fogueira. Que manifeste o seu pensamento, acho muito bem; que insista em ser polémico, é com ele (já tem idade para ter juízo); mas poupe-nos de telenovelas ibéricas.

Se insiste neste caso, Saramago corre o risco de encontrar um aliado que certamente não está à sua altura. – Não é ó “professor” Alexandrino? Para limpar o cú?! Essa foi forte ó professor!

Categories: Cromos

Maitê Proença

Este nome leva-nos a uma mulher bonita, muito bonita. Lembro-me de quando era mais novito e ela aparecia no ecrã da televisão a desempenhar um papel qualquer numa telenovela qualquer, eu só não me babava. Imaginem se com essa minha tenra idade, a tivesse visto nua na Playboy, como veio a acontecer por duas vezes, uma delas em 1996.

Trata-se de uma mulher que sempre admirei, mas só agora percebo que essa admiração era proveniente unicamente do aspecto físico da actriz e escritora – nunca li nenhum dos livros da Maitê Proença e nem faço questão de o fazer, a não ser que ela rejuvenesça uns 15 ou 20 anos e venha oferecer-me uma das suas obras, toda nua à porta da minha casa, e leia a história toda em português de Portugal.

Para infelicidade de Maitê o tempo não perdoa e um bom cú torna-se flácido com o passar dos anos e um bom par de mamas tende a descair, a não ser que lhes sejam imputadas uma boa dose daquilo que afinal parece ocupar o interior do crânio de Maitê: silicone, pois claro.

Portanto, de que vale uma mulher vender a sua beleza exterior durante tantos anos, se depois essa beleza enfraquece e ela acaba por ser avaliada pelo que pensa, pelo que diz e pelo que faz, como demonstra claramente neste vídeo.

As reacções ao vídeo estão ao rubro na Internet, com maior destaque para a própria página do vídeo no Youtube. Caramba, é muito mau quando alguém não consegue respeitar valores que até podem não significar nada para essa(s) pessoa(s), mas que são símbolos para um povo com História, como é o caso de nomes como Vasco da Gama, Luís de Camões ou Fernando Pessoa. Pena é que muitas das reacções de indignação sejam de tão baixo nível como é a reportagem no vídeo. Penso que estamos a perder uma boa oportunidade para mostrarmos às maitês que as reacções podem ser uma boa lição para as acções.

Categories: Cromos

What the fuck!

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Categories: Cromos, Humor

Se as raposas políticas fossem como o Firefox, a Política seria bem melhor.

Se há coisa que desgosto profundamente em mim, de entre todos os defeitos que me caracterizam, é encontrar-me num estado de indecisão aguda relativamente em que candidato votar quando se aproxima o Domingo de eleições, sejam elas para o governo da república, regional, ou poder local – não me recordo de alguma vez me ter deparado com este tipo de dúvida em relação a eleições presidenciais.

É, no entanto, uma dúvida que volta e meia dá um ar da sua graça aqui para os lados das minhas reflexões eleitorais – «raras reflexões eleitorais», poderia afirmar, mas felizmente, ou não, vai-se lá saber, são tudo excepto raras. Duvidosas, ainda admito, raras, não.

Contudo, no próximo dia 11 de Outubro, Domingo de eleições autárquicas, sei em quem não vou votar. Porque, simplesmente, não tolero raposas vestidas com pele de cordeiro.

Categories: Cromos, Divagações

Politicosfera, porque rir é o melhor remédio!

Há coisas que conseguem evitar roçar o ridículo; assim é a politicosfera em tempos de bonança, quando não se avizinham eleições, certo?

Por outro lado, quando as eleições estão à porta, a tendência é para que o ridículo vinque a sua presença na blogosfera dos pseudo-políticos, e dos políticos e respectivos seguidores sem coragem de assumir os respectivos bitaites, deixados ali e acolá, enquanto enchem o peito de orgulho. De orgulho anónimo, mesquinho e barato, com direito a rimas e tudo. Rimas de baixo nível, patamar onde acredito que realmente se sintam confortáveis.

O caso tende a ser mais grave, e mais ridículo como não podia deixar de ser, quando se trata de eleições para o poder regional e, principalmente, para o poder local. Nada que me surpreenda, confesso, afinal de contas são estes dois campos – por vezes não sabemos onde começa um e termina o outro – que se identificam com mais afinidade e lealdade a atitudes mesquinhas, baratas e, claro está, de baixo nível.

Já repeti para mim próprio inúmeras vezes que o melhor a fazer é frequentar apenas uma blogosfera saudável. Mas não consigo, admito. É que a politicoesfera faz-me rir, e como o riso faz bem à saúde…

Categories: Blogosfera, Cromos, Fricção

Peço desculpa mas este post está fechado a (eventuais) comentários

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Um gajo ouve cada uma…

E dizia ela, em tom suficientemente alto para quem quisesse ouvir, que não há existe descriminação político-partidária. Perante tal afirmação fico na dúvida se ela andará já a fazer o trabalho de campo (mesmo em ambientes privados, como um serão em casa de um amigo comum) com vista às próximas eleições legislativas e eleições autárquicas que se avizinham, uma vez que o seu lugar ao sol (e o sol é bom para os turistas, note-se) está salvaguardado enquanto o partido que detém o poder continuar a exercer as suas funções governativas, ou se por outro lado o seu caso é um bom exemplo de que a estupidez não tende a desaparecer ao longo dos anos, a não ser que façamos algo para evitar permanecermos estúpidos e fúteis para o resto da vida – e não me parece ser o caso.

E dizia ela, após ser confrontada com a afirmação que fez, que se algum dia for vítima de descriminação politico-partidária apresento a minha demissão. Claro. Claro que apresenta a demissão, não tem uma família para ajudar a sustentar e pode em qualquer altura regressar a casa dos seus progenitores, onde terá cama lavada e comida na mesa. Além do mais revela uma total falta de carácter e demonstra uma certa fragilidade perante os obstáculos com que a vida nos brinda.

E pessoas como ela andam na rua com “o rei na barriga”, convencidas de que o rei e a sua corte são intocáveis.

Categories: Cromos

Cállate la boca mujer!

A grande discussão pública das últimas horas gira inevitavelmente em torno do shut the fuck up! que os espanhóis donos da TVI enfiaram pela boca adentro à jornalista Manuela Moura Guedes. Consigo imaginá-los agarrados aos grandes lábios da Manuela e a afastarem-nos um do outro de forma a enfiarem lá para dentro todas as merdas que ela disse pela boca fora nos últimos anos no Jornal Nacional – algo que o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, tentou fazer mas que, coitado, era uma tarefa impossível para que fosse realizada por um homem só, mesmo um do calibre dele.
A Manuela Moura Guedes e o seu circo não me deixam saudades de espécie alguma. Poderá o amigo leitor depreender desta minha afirmação que eu poderia, eventualmente, assistir ao referido jornal, indo de seguida a correr com vómitos para a casa de banho, como qualquer pessoa com o mínimo de bom senso, desejando que a sanita tivesse um diâmetro tão largo como o da boca da Manuela quando boceja. Não era de todo o caso. Primeiro, os poucos minutos em que confirmei quão baixo era o nível de informação emitido por uma estação de televisão foram no Youtube quando, precisamente, o Alberto João da advocacia meteu a jornalista nos eixos – ela só não chorou porque tem mais tomates do que muitos gajos que andam por aí a gabar-se da sua masculinidade -, e de outros casos semelhantes, também no mesmo site, mas com outros convidados. Lembro-me assim de repente de quando Miguel Sousa Tavares desatinou com a senhora porque ela, de tanto falar e opinar, não deixar o homem responder às questões que ela própria colocava, imagine-se. Segundo, a sanita lá de casa tem o diâmetro suficiente para as minhas medidas, e por essa razão não necessito de outra com as dimensões da… bom vocês sabem.
A realidade é que não sinto saudades do Jornal Nacional da TVI porque ignorava-o. Tão simples como isso. Mais, além de não ver o referido jornal, ignoro igualmente qualquer outro da estação em causa, seja de manhã ou à hora do almoço. Não gosto, ponto. Não gosto mas admito que nenhum dos restantes poderá ser alguma vez tão mau como o que Manuela Moura Guedes apresentava.
Agora, há uma coisa que não entendo neste caso: a indignação da classe política que faz oposição ao governo do Partido Socialista, em relação à possibilidade deste, ou do Sócrates ou do raio que os parta a todos, ter eventualmente silenciado, por portas e travessas, a matraca à jornalista. Se assim foi, o que eles fizeram aos portugueses foi um favor! Pá eu não devia dizer o seguinte, mas se até ao dia das eleições o Sócrates admitir que tem o rabo preso neste caso, eu voto no cromo. A sério, que se lixe o Luís Franco e o seu PCTP-MRPP.

Editado (um dos termos utilizados na blogosfera associados a erro ou esquecimento)
Eu até vi Marinho Pinto a desancar na jornalista em directo e com tudo a que direito, enquanto fazia zapping no intervalo do Telejornal do Canal 1 da RTP .

Categories: Cromos

A blogosfera devia ser interdita a cromos anónimos e instrumentalizados pelos partidos políticos

Nestas andanças da blogosfera – na açoriana em particular – uma das coisas que mais me irrita é verificar que esta é em muitos casos utilizada como instrumento partidário. Uma coisa é utilizarmos a blogosfera como espaço de opinião político-partidária, mesmo que essa opinião tenha por hábito descair favoravelmente (ou não) para a direita ou para a esquerda; outra, muito diferente, é alguém servir-se da blogosfera (sob o anonimato, note-se) para de uma forma cobarde e imprópria para consumo atacar ou defender (depende) determinado político e/ou partido, com textos típicos de quem anda muitas vezes como os cavalos – só vê em frente. E assim estão igualmente muitos comentadores (anónimos como não podia deixar de ser…) que atiram achas para as pequenas e mesquinhas fogueiras que se vão acendendo em grande parte da politicoesfera, demonstrando em muitos casos reacções típicas de quem não tem capacidade para ver mais além do que aquilo que a sua mente permite – apenas cores e caras, nada mais. As políticas, essas, boas ou más, do governo ou da oposição, simplesmente não interessam. É triste.
A politicoesfera corre assim o risco de juntar-se a tantos outros factos que contribuem nos dias de hoje para a desacreditação dos políticos e da vida política. E é pena, pois poderia muito bem ser o contrário. Resta-nos a esperança que aqueles que na blogosfera abordam a mais nobre arte de servir (pois pois) com um sentido responsável e sério consigam travar esta tendência que em nada valoriza “estas coisas dos blogs”.

Disse.

Categories: Blogosfera, Cromos, Fricção

Parque infantil ou lixeira?

Eu peço desculpa aos visitantes por mais um post referindo lixo e falta de consciência (muitas vezes associada a uma certa estupidez), mas há coisas que me chateiam profundamente. Uma delas é a falta de civismo de todos quantos “olham para o lado” quando toca a respeitar aquilo que é público, que é de todos nós portanto!
Ontem, ao fim da tarde, fui com a minha filha ao parque infantil situado junto à zona do paúl, na Praia da Vitória, cidade onde resido. Quando lá cheguei fiquei na dúvida se me teria enganado no trajecto e se estaria numa lixeira com um parque infantil no meio, sendo que passados poucos segundos constatei que me encontrava no local onde pretendia, o qual estava, efectivamente, mergulhado numa lixeira. Eram papeis e papelões, garrafas e vidros partidos, plásticos, ferros e preservativos (usados, refira-se) – só não vi a famosa seringa, muitas vezes encontrada ao abandono nos mais diversos locais.
Também os baloiços, os escorregas e afins, apresentavam um aspecto degradado, típico de serem frequentados também por “crianças mais crescidas”, as quais já ultrapassaram a idade de se divertirem em locais do género, mesmo em dias de festas concelhias e que acabaram já lá vai praticamente uma semana.
Espero sinceramente que a autarquia consiga ultrapassar a situação actual, até porque nem é difícil, e limpar uma nódoa (que não será certamente a maior que terão de enfrentar nos próximos anos) junto a uma zona que tem vindo a ser anunciada aos sete ventos com toda a pompa e circunstância. Assim espero. E as crianças agradecem, apesar de não votarem.

Categories: Cromos, Fricção