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Archive for the ‘Divagações’ Category

Reputação online

Para a grande parte das pessoas a sua reputação poderá traduzir-se num meio de defesa perante a sociedade, nuns casos, de ataque, noutros, e ainda de indiferença em tantos outros. Tudo depende da forma como nós, na qualidade de cidadãos, assumimos a nossa forma de estar na vida, observando, analisando e criticando a sociedade, quer pela negativa quer pela positiva. Por sua vez a sociedade procede da mesma forma, analisando e classificando o nosso comportamento enquanto indivíduos. A reputação de um indivíduo é assim uma consequência directa do seu comportamento.

Perante estas análises mútuas (comunidade-indivíduo) questiono-me acerca da quantidade de utilizadores de redes sociais (Blogs, Twitter, Facebook, etc) que têm efectivamente algum cuidado relativamente ao factor “reputação online”. O facto é que o nosso comportamento na rede e o que lá publicamos dirá muito sobre nós; o que pensamos e como pensamos, como agimos e reagimos – partindo do princípio que damos a conhecer online quem realmente somos enquanto seres racionais, incluindo as nossas virtudes e os nossos defeitos.

A Web Social é cada vez mais uma parte integrante do dia-a-dia de quem opta por marcar presença numa ou mais das suas redes. Neste sentido penso que é importante ter dois aspectos em conta: a transparência e a coerência.

A transparência não implica necessariamente a exposição da vida pessoal. Implica sim sermos verdadeiros em relação ao que damos a conhecer sobre nós. É simples e fácil.

Um pouco mais complicado, embora perfeitamente possível, é a coerência. Se transmitimos determinada personalidade, forte ou fraca, activa ou passiva, alegre ou feliz, isso significará, se formos verdadeiros (transparência), que quem nos conhece apenas virtualmente esperará o mesmo tipo de comportamento no mundo real. Mas nem sempre acontece, mesmo que involuntariamente. Afinal todos nós temos, nas nossas vidas pessoais e profissionais, dias bons e dias maus (ou menos bons), os quais têm influência directa no nosso comportamento durante um determinado período de tempo, que pode ir de um curto espaço de tempo (horas) até um período maior (dias, semanas ou até meses) e que pode ou não ser transportado para a Web Social.

Categories: Divagações

Ainda falta muito para o fim-de-semana?

Para quem não faz disso um hábito constante, trabalhar num fim-de-semana inteiro, com horário semanal e mais umas horas em cima, pode tornar-se algo estranho. É o meu caso, embora não se trate de nenhuma novidade para mim, pois de uma forma geral, para quem exerce a minha profissão, os melhores timings vão de encontro às horas em que não existem utilizadores nos sistemas, e isso implica trabalhar aos serões e aos fins-de-semana.

Confesso, ainda assim, ser estranho chegar à noite, pensar como é tão bom estar em fim-de-semana e, segundos depois, cair-me a ficha porque fui votar esta manhã e as eleições não se realizam à sexta-feira… Porra! Amanhã já é segunda novamente…

Mas o trabalho correu bem, conforme o planeado, e está praticamente finalizado. Isso por si só serve de incentivo para encarar mais uma semana de “luta”.

Categories: Divagações, Pessoal

Se as raposas políticas fossem como o Firefox, a Política seria bem melhor.

Se há coisa que desgosto profundamente em mim, de entre todos os defeitos que me caracterizam, é encontrar-me num estado de indecisão aguda relativamente em que candidato votar quando se aproxima o Domingo de eleições, sejam elas para o governo da república, regional, ou poder local – não me recordo de alguma vez me ter deparado com este tipo de dúvida em relação a eleições presidenciais.

É, no entanto, uma dúvida que volta e meia dá um ar da sua graça aqui para os lados das minhas reflexões eleitorais – «raras reflexões eleitorais», poderia afirmar, mas felizmente, ou não, vai-se lá saber, são tudo excepto raras. Duvidosas, ainda admito, raras, não.

Contudo, no próximo dia 11 de Outubro, Domingo de eleições autárquicas, sei em quem não vou votar. Porque, simplesmente, não tolero raposas vestidas com pele de cordeiro.

Categories: Cromos, Divagações

Miguel Esteves Cardoso, no jornal Público

Não são as ideias nem as decisões que importam – interessam, mas não importam. É a convicção. É o convencimento. Qualquer decisão é mais eficaz do que a inteligência. O pensamento é um luxo e um atraso.
Há uma experiência que estão sempre a repetir. Quando se remove o córtex a um bicho qualquer, ele deixa de pensar e de duvidar; de se sentir seguro ou não; de medir as oportunidades. E qual é a consequência? Torna-se imediatamente o chefe dos outros bichos. Os pensadores, no reino animal, são seguidores. Foi o que aconteceu com as pessoas com as piores ideias do século XX: Hitler, Estaline, Mao. Foram as que tiveram mais poder e mais mal fizeram. Porque não hesitavam e o nobre ser humano, hesitante, não resiste a quem não hesita.
Cada vez mais se ouve dizer que qualquer decisão, por muito estúpida (“vou deixar crescer um bigode!”), é mais benéfica do que a dúvida mais inteligente. Na verdade, a pessoa inteligente só decide por instantes. A decisão é emitida como os talões de estacionamento. Pode (e deve) mudar a qualquer momento porque, felizmente, nunca se sabe. Aprende-se a não saber. Aprende-se a viver com isso. Aprende-se a ser enganado, de vez em quando, quando se acerta nalguma coisa.
Recuperamos de ter tido razão, naquela vez sem exemplo. Passa-nos. Esquece-nos. A convicção é convincente, mas é perigosa, por ser o contrário da inteligência e da condição humana, que é não ter bem a certeza de quase nada.

Custa – mas assim é que é bonito.

Via este, por sua vez via aquele.

Categories: Divagações

Virtudes e defeitos

Gilberto de Nucci tem uma excelente imagem acerca do nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola à frente e outra atrás. Na da frente nós colocamos as nossas qualidades. Na de trás guardamos os nossos defeitos.
Por isso, durante a jornada da vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas ao nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante e em todos os defeitos que ele possui.
E julgamos ser melhores do que ele, sem percebermos que a pessoa que se encontra atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

Via e-mail.

Categories: Divagações

Está a acabar-se, agora é reflectir, se possível.

A participação dos partidos políticos, e dos seus principais intervenientes pois claro, na campanha eleitoral para as eleições legislativas do próximo Domingo, dia 27 de Setembro, está a bater as últimas.

Não me refiro – não agora – à forma como esta campanha percorreu os trilhos escorregadios da política, conduzida pela generalidade dos media. Refiro-me, agora sim, ao facto de no momento em que escrevo precisamente esta palavra, faltar exactamente uma hora e vinte e cinco minutos para que o período (legal, diga-se) de campanha eleitoral chegue ao fim, cedendo o seu lugar ao período de reflexão dos portugueses, o qual precede o dia em que Portugal elegerá o seu próximo Primeiro Ministro. Isto é democracia.
Pena é que falte igual período de tempo para que esta campanha fique marcada, também do meu ponto de vista, pela cultura do markting supérfluo, de um lado, e do outro demasiado reservada na forma como ataca no interesse das suas políticas – enfim, são estilos e opções diferentes. Pena é que falte pouco mais de uma hora para que esta campanha fique também marcada pelos casos mediáticos e mal explicados que a acompanharam e que podem ter influência nas intenções de voto, quer para um lado quer para o outro, de muitos indecisos. De resto é mais do mesmo: apelos ao voto, canetas, chapéus, comícios, a sombra da percentagem de portugueses que decidirão pela abstenção, essa maluca, e por aí fora.

Como vêem, não me refiro ao facto de estarmos prestes a assistir, ao vivo e a cores – muitas cores -, ao fim da campanha para as eleições legislativas que mais bateu no fundo. Que eu me lembre.

De qualquer forma deixo aqui votos sinceros de bom fim-de-semana e de um excelente Domingo de eleições, de preferência com muitos votos para contar – entre a abstenção e o Sócrates, prefiro que seja ele a ganhar, é menos frustrante.

Categories: Divagações

O brilho de um blog típico de gaja

Penso que está mais do que na altura de aparecer na blogosfera açoriana um blog típico de gaja. Não me refiro a um espaço criado e editado apenas por uma, ou mais gajas, mas sim um blog onde um gajo entre, consiga ler um post do principio ao fim sem cair na tentação de clicar no perfil da gaja “só p´ra ver se vale a pena”, reflicta na mensagem transmitida no post e, sobretudo, não se sinta diminuído pela postura típica de gaja – lixar o juízo aos gajos, que eles são isto e aquilo…

Depois há a qualidade da escrita. Num blog típico de gajo a qualidade da escrita não é a prioridade. E compreende-se. Reparem: em média quem mais tempo demora em frente ao espelho antes de sair de casa, o gajo ou a gaja? Pois, na escrita é a mesma coisa. Rever um texto é como fixar o olhar no espelho e verificar, durante o tempo que for necessário, se a escolha da roupa foi a mais adequada e qual o impacto que ela terá – pensem também na pontuação e na acentuação como se de um penteado se tratasse. E nesse sentido meus caros, as gajas deixam-nos a anos luz. Agora imaginem a qualidade de um post típico de gaja, se este for tão cuidadosamente preparado como a ondulação e o brilho do cabelo da gaja que o escreve.

Está a fazer falta um blog típico de gaja na blogosfera açoriana. Que me perdoem as gajas que já marcam presença no virtual insular, mas falta-lhes cascar mais nos gajos de forma a tornarem-se em blogs típicos de gaja. Em relação às suas toilettes escritas… bom, de espelho não tenho nada, mas, regra geral, até gosto do que leio. :mrgreen:

Categories: Blogosfera, Divagações

E quando o verniz começa a estalar?

Há pessoas que se esforçam por alcançar cargos profissionais apetecíveis, sem quererem trabalhar, nem terem capacidades para chefiar seja o que for, assim como ambicionam um estatuto social baseado em interesses típicos de quem olha apenas e só para o seu reles e mesquinho umbigo, sem se preocuparem com as consequências que os seus actos e as suas atitudes poderão ter noutras pessoas.

Não me levem a mal, mas a minha consciência (por vezes suspeita, reconheço) obriga-me a ser sincero convosco. Sendo assim, devo confessar que tenho algum prazer em apreciar as reacções neste tipo de pessoas quando o verniz começa a estalar e as máscaras caem por terra, pondo a descoberto aquilo que realmente as identifica: uma personalidade pequena e sem carácter, típica de quem quer ser respeitado sem que se dê ao respeito.

Porque insistem estas pessoas em obter o que não merecem? Terão ainda menos consciência do que eu? É possível que sim.

Categories: Divagações