Diz-se que uma imagem vale mais do que mil palavras
Post dedicado em memória da Rosário. Ela partiu demasiado cedo. Já lá vão três anos…

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Uma imagem pode levar-nos a imaginar vidas, vivências, ou momentos especiais. Uma imagem pode transportar-nos para lugares que nunca viremos a conhecer, pode levar-nos a contemplar lugares que efectivamente conhecemos. Uma imagem… ajuda-nos a recordar.
Contudo, todas as imagens, ou quase todas, têm algo em comum: contam-nos uma história.
Apesar da fotografia acima ter o privilégio, na minha opinião, de pertencer à “casta” das que dispensam palavras, por valer, precisamente, mais do que mil palavras, é com gosto que partilho convosco dois ou três aspectos curiosos relativamente a ela.
Não há muito a contar em relação à forma como esta fotografia foi captada, exceptuando o facto de ter sido tirada em meados do mês de Julho de 2005, no jardim de um hotel localizado em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. O autor é um amigo meu e colaborador da empresa onde trabalho. Chama-se Fernando e é um daqueles castiços do Porto, carago!
O Fernando encontrava-se em Angra do Heroísmo por motivos profissionais e aproveitou aquele fim de tarde, após o trabalho, para relaxar um pouco junto à piscina do hotel. Não resistiu aos encantos dos Açores e fotografou as ilhas de São Jorge, em primeiro plano, e do Pico, em segundo. Ele não é fotógrafo profissional, nem tão pouco amador, e utilizou para o efeito uma simples câmara compacta (com 7 MP de resolução, penso eu). Acontece que estava um fim de tarde espectacular e ele teve a sorte de captar esta belíssima imagem – a fotografia original, não editada, está aqui.
No dia seguinte o Fernando cedeu-me a fotografia via e-mail e eu tratei de reencaminha-la para os meus contactos. Um deles, o Orlando, brasileiro de origem terceirense, nem quis acreditar no que via quando observou a imagem. Respondeu-me ao e-mail enviado, desconfiado que se tratava de uma montagem, que era impossível São Jorge e Pico estarem tão próximas da Terceira. É a magia dos Açores, respondi-lhe.
Passados alguns dias recebi um telefonema da Rosário (que Deus a tenha). Na altura ela já trabalhava na TAP Air Portugal, local onde desempenhou funções até ao dia da sua morte. Quando recebeu a minha mensagem com a fotografia em anexo, a Rosário reencaminhou-a também para os seus contactos, inclusive para alguns colegas de trabalho da TAP.
Acontece que a TAP Air Portugal estava a elaborar um projecto de divulgação e promoção turística dos Açores. Não me recordo se era apenas a nível nacional ou se abrangia o mercado internacional. De qualquer forma gostariam de integrar a fotografia numa apresentação a realizar em Lisboa e pretendiam para o efeito obter autorização do seu autor. Dei à Rosário o contacto do Fernando, ela telefonou-lhe e a autorização foi concedida.
Para quem já tinha tido a oportunidade de ver a fotografia, fica aqui esta pequena curiosidade. Porque como referi anteriormente, todas as imagens, ou quase todas, têm algo em comum: contam-nos uma história.


















