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Archive for the ‘Fricção’ Category

Férias em plena campanha eleitoral: porque não?

É sabido que toda e qualquer pessoa que se candidate numa qualquer lista eleitoral tem direito a uns dias de licença profissional, para que dessa forma possa participar na campanha para a eleição a que concorre. Até aqui tudo bem, é um direito concedido aos cidadãos pelo Estado Português.

Mas se todo e qualquer cidadão tem a oportunidade de usufruir desse direito, não é menos verdade que também tem deveres para com o Estado e que passam por fazer, efectivamente, a dita campanha.

Pá, não digo que o cidadão, ou cidadã, não aproveite para se baldar, num ou noutro dia, aos seus deveres de campanha. É perfeitamente normal, discutível, mas normal. Agora o que já não é assim tão normal – e certamente indiscutível – é o cidadão, ou cidadã, aproveitar os dias de licença para entrar num avião e, imagine-se, ir de férias. Francamente!

Categories: Fricção

Politicosfera, porque rir é o melhor remédio!

Há coisas que conseguem evitar roçar o ridículo; assim é a politicosfera em tempos de bonança, quando não se avizinham eleições, certo?

Por outro lado, quando as eleições estão à porta, a tendência é para que o ridículo vinque a sua presença na blogosfera dos pseudo-políticos, e dos políticos e respectivos seguidores sem coragem de assumir os respectivos bitaites, deixados ali e acolá, enquanto enchem o peito de orgulho. De orgulho anónimo, mesquinho e barato, com direito a rimas e tudo. Rimas de baixo nível, patamar onde acredito que realmente se sintam confortáveis.

O caso tende a ser mais grave, e mais ridículo como não podia deixar de ser, quando se trata de eleições para o poder regional e, principalmente, para o poder local. Nada que me surpreenda, confesso, afinal de contas são estes dois campos – por vezes não sabemos onde começa um e termina o outro – que se identificam com mais afinidade e lealdade a atitudes mesquinhas, baratas e, claro está, de baixo nível.

Já repeti para mim próprio inúmeras vezes que o melhor a fazer é frequentar apenas uma blogosfera saudável. Mas não consigo, admito. É que a politicoesfera faz-me rir, e como o riso faz bem à saúde…

Categories: Blogosfera, Cromos, Fricção

Post aberto aos responsáveis pelas obras na Via Vitorino Nemésio

Exmºs Senhores políticos e técnicos (principalmente os políticos) responsáveis pelas obras de remodelação e de requalificação(?) da Via Vitorino Nemésio, mais conhecida por via rápida, que liga as cidades de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.

Certamente os senhores não frequentam este meu humilde espaço e por essa razão corro o risco de estar a falar escrever para o boneco (perdoem-me os estimados e amigos leitores, frequentes ou esporádicos, é óbvio que não vos considero bonecos) mas querem saber uma coisa: que se lixe, porque aquilo que realmente gostaria é que vossas excelências tivessem vergonha nas vossas ilustres caras e não que andem a ler blogs. (Peço desculpa aos técnicos intervenientes na obra em questão caso não sejam responsáveis pelo motivo responsável por este post. Sei que muitas vezes eles estão sujeitos à vontade política.)
Circulo na referida via, todos os santos dias, de segunda a sexta-feira e, muitas vezes, também ao fim-de-semana. Sou portanto um utilizador intensivo da estrada que há tantos e tantos anos serve de ligação entre as duas cidades da ilha Terceira.
Reconheço que o estado lastimável em que se encontrava a Via Vitorino Nemésio antes da intervenção que deu origem a um investimento um pouco duvidoso, mas digna de ser utilizada por qualquer automobilista terceirence, envergonharia o próprio Mestre (que escrevia melhor do que cantava) caso ele ainda estivesse entre nós. Além de que era um atentado à vida de todos os que por lá passavam, com frequência ou não, e independentemente da consciência e do civismo com que conduziam. Enfim, a circulação ficará francamente mais segura e as vacas agradecem, tal como nós condutores, claro está – somos todos estúpidos por não percebermos essas coisas das agendas político-partidárias, mas somos educados. Valha-nos isso.
O que me leva a escrever este post (ou artigo, como queiram) tem precisamente a ver com uma questão cuja resposta certamente não terei da parte de vossas excelências, mas que dignificaria os responsáveis (os políticos principalmente) pela obra em questão: a inauguração da nova Via Vitorino Nemésio está ou não pendente da disponibilidade da agenda política dos governantes açorianos?
A mim parece-me que aquela porra está pronta meus senhores, e que já devia estar a ser utilizada na sua plenitude, que é como quem diz: em segurança pá! Mas quem sou eu para dar palpites, afinal limito-me, como referi acima, a circular na via todos os dias, inclusive quando esta se encontrava efectivamente em obras. Neste momento temos ainda, e parece-me que sem necessidade alguma, carros e camiões, motas e o diabo que carregue o atraso na inauguração da via, a circularem todos do mesmo lado, continuando assim a colocar em risco a segurança e a própria vida de todos quantos por lá circulam, quando – e pasmem-se aqueles que ainda duvidam das habilidades dos tugas – o outro lado, o da direita no sentido Praia-Angra, está interdito à normal circulação do trânsito apesar de “aparentemente” não apresentar sinais que justifiquem tal situação.
“Estará o lado interdito à circulação reservado para o cortejo inaugural?”, pergunto a mim próprio todas as manhãs, quando vou a caminho do trabalho, assim como todas as tardes, quando regresso a casa.

Gostaria sinceramente que vossas excelências tivessem a coragem (e não me refiro a uma qualquer coragem política, mas sim aquela que distingue Homens de homens) de assumirem publicamente as vossas reais e ilustres intenções, respeitando dessa forma os (poucos) eleitores que ainda se dão ao trabalho de se dirigirem às urnas de voto, mostrando assim algum bom senso e consciência cívica que, parece-me, é aquilo que falta a vossas excelências neste caso. Corrijam-me se estiver equivocado, por favor.

Categories: Fricção

A blogosfera devia ser interdita a cromos anónimos e instrumentalizados pelos partidos políticos

Nestas andanças da blogosfera – na açoriana em particular – uma das coisas que mais me irrita é verificar que esta é em muitos casos utilizada como instrumento partidário. Uma coisa é utilizarmos a blogosfera como espaço de opinião político-partidária, mesmo que essa opinião tenha por hábito descair favoravelmente (ou não) para a direita ou para a esquerda; outra, muito diferente, é alguém servir-se da blogosfera (sob o anonimato, note-se) para de uma forma cobarde e imprópria para consumo atacar ou defender (depende) determinado político e/ou partido, com textos típicos de quem anda muitas vezes como os cavalos – só vê em frente. E assim estão igualmente muitos comentadores (anónimos como não podia deixar de ser…) que atiram achas para as pequenas e mesquinhas fogueiras que se vão acendendo em grande parte da politicoesfera, demonstrando em muitos casos reacções típicas de quem não tem capacidade para ver mais além do que aquilo que a sua mente permite – apenas cores e caras, nada mais. As políticas, essas, boas ou más, do governo ou da oposição, simplesmente não interessam. É triste.
A politicoesfera corre assim o risco de juntar-se a tantos outros factos que contribuem nos dias de hoje para a desacreditação dos políticos e da vida política. E é pena, pois poderia muito bem ser o contrário. Resta-nos a esperança que aqueles que na blogosfera abordam a mais nobre arte de servir (pois pois) com um sentido responsável e sério consigam travar esta tendência que em nada valoriza “estas coisas dos blogs”.

Disse.

Categories: Blogosfera, Cromos, Fricção

Parque infantil ou lixeira?

Eu peço desculpa aos visitantes por mais um post referindo lixo e falta de consciência (muitas vezes associada a uma certa estupidez), mas há coisas que me chateiam profundamente. Uma delas é a falta de civismo de todos quantos “olham para o lado” quando toca a respeitar aquilo que é público, que é de todos nós portanto!
Ontem, ao fim da tarde, fui com a minha filha ao parque infantil situado junto à zona do paúl, na Praia da Vitória, cidade onde resido. Quando lá cheguei fiquei na dúvida se me teria enganado no trajecto e se estaria numa lixeira com um parque infantil no meio, sendo que passados poucos segundos constatei que me encontrava no local onde pretendia, o qual estava, efectivamente, mergulhado numa lixeira. Eram papeis e papelões, garrafas e vidros partidos, plásticos, ferros e preservativos (usados, refira-se) – só não vi a famosa seringa, muitas vezes encontrada ao abandono nos mais diversos locais.
Também os baloiços, os escorregas e afins, apresentavam um aspecto degradado, típico de serem frequentados também por “crianças mais crescidas”, as quais já ultrapassaram a idade de se divertirem em locais do género, mesmo em dias de festas concelhias e que acabaram já lá vai praticamente uma semana.
Espero sinceramente que a autarquia consiga ultrapassar a situação actual, até porque nem é difícil, e limpar uma nódoa (que não será certamente a maior que terão de enfrentar nos próximos anos) junto a uma zona que tem vindo a ser anunciada aos sete ventos com toda a pompa e circunstância. Assim espero. E as crianças agradecem, apesar de não votarem.

Categories: Cromos, Fricção

«Por favor não sujes a nossa terra». Pois…

Alguém possivelmente ligado à comunidade de surfistas da ilha Terceira e que frequenta o spot localizado na Ribeira de Stº Antão, também conhecido por Riviera, na Praia da Vitória, teve o cuidado de fazer um pedido a todas as pessoas que frequentam o local. O pedido em questão é muito simples e objectivo: «Por favor não sujes a nossa terra».

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Infelizmente há cromos que ignoram, não a sua consciência – porque essa muito provavelmente não existe -, mas os pedidos de alguém que se preocupa com as questões ambientais e pretende preservar o que é de todos nós. Escassos metros mais à frente do pedido, alguém fez do resto de uma fogueira uma zona de lixo a céu aberto. Pequena, é verdade, mas não deixa de ser lixo. Enfim.

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Nota
Imagens captadas no passado dia 2 de Agosto, durante um passeio de bicicleta ao fim da tarde, com o objectivo de curar os malefícios do álcool ingerido na noite anterior. :\

Categories: Cromos, Fricção

Consciência cívica e consciência ambiental: o que não tem remédio, remediado está.

Na sua edição de ontem, dia 28 de Julho de 2009, o jornal Diário Insular noticiou o lançamento do programa “Praia da Vitória mais limpa”, uma iniciativa da Associação Bandeira Azul da Europa e da Câmara Municipal da Praia da Vitória. Consta do programa a distribuição de cinzeiros portáteis reutilizáveis nas zonas balneares com Bandeira Azul no concelho da Praia da Vitória. É uma boa medida, à semelhança do que já ocorreu em anos anteriores no mesmo concelho, não constituindo assim, felizmente, uma novidade para ninguém, apesar de se tratar de uma medida anunciada na comunicação social, ou pelo menos em parte dela – não me lembro se foi o caso nos anos anteriores. Segundo a reportagem no referido jornal, o objectivo do programa visa, e passo a citar, “combater a proliferação de pontas de cigarros nas zonas balneares do concelho”. Pois eu digo mais: oficialmente, o objectivo deste programa, há semelhança de anos anteriores, recordo, deveria combater essencialmente a falta de civismo que caracteriza muitos dos fumadores que frequentam as zonas balneares – e não me refiro apenas às do concelho da Praia da Vitória em concreto, mas a todas, em qualquer parte do mundo.
Trata-se assim, e repito, de uma boa iniciativa. Infelizmente. Digo infelizmente, porque se todos fumadores (e eu estou incluído no lote, de fumadores entenda-se) levantassem os seus prezados cus das suas toalhinhas de banho após apagarem o seu cigarro e colocassem a respectiva beata num dos recipientes destinado ao lixo, existentes em quantidade suficiente em cada zona balnear com Bandeira Azul, poderiam dessa forma ajudar a que não se gastasse dinheiro desnecessariamente e que tanta falta faz (ou não…) numa época como a que atravessamos nos dias de hoje.
Eu sou fumador e fumo nas zonas balneares, desde que para o efeito não incomode quem está ao meu lado – mas este é um principio que sigo em qualquer lugar. Eu, meus amigos, quando acabo de fumar um cigarro numa qualquer zona balnear, no concelho da Praia da Vitória ou não, dirijo-me ao caixote do lixo e coloco lá a beata do cigarro que fumei. Porra, mas eu, tal como todos os fumadores que procedem da mesma forma, não sou melhor nem pior do que os fumadores que nem se lembram deste pequeno pormenor, que tanta diferença faz. Trata-se apenas e só de consciência, ou falta dela neste caso. Consciência cívica e consciência ambiental, sendo que as duas estão cada vez mais integradas relativamente ao conceito e objectivos que as definem.

Categories: Fricção

A Justiça em Portugal está bem e recomenda-se!

Para quem diz que a Justiça não funciona em Portugal, fica aqui a prova de que é precisamente o contrário. A Justiça funciona no nosso país, mas como diz o Bastonário da Ordem dos Advogados: «O Ministério Público é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes.».
Isto porque o primeiro cidadão português condenado à prisão por ter feito o download e partilhado música – tudo de forma ilegal, refira-se – com outros utilizadores na Internet, apanhou uma pena que poderá ir de 60 a 90 dias.
Estamos portanto perante um caso de sucesso, ao contrário de outros mais mediáticos como o caso Casa Pia, os da Universidade Independente e da Universidade Moderna, o célebre Apito Dourado, os casos dos autarcas corruptos, aqueles referentes a um miúdo electrocutado no semáforo e de outro que morreu afogado num parque aquático, e muitos outros que o blogger Luís Miguel Silva refere neste post.

Categories: Fricção