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Archive for the ‘Outras Tretas’ Category

Por vezes também fico com essa impressão

É impressão minha ou os candidatos têm um tom de voz cada vez mais contido, as gargalhadas de ironia cada vez mais ensaiadas, a postura de vítima cada vez mais sensível, o auto-elogio cada vez mais à mão e, de um modo geral, estão cada vez mais irritantes? – A campanha, A Menina da Rádio

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O e-mail que denuncia as escutas

Após a leitura deste e-mail, chego à conclusão de que os jornalistas são pessoas como todas as outras e que também dão alguns erros ortográficos quando escrevem à pressa, tal é a excitação provocada pelo assunto em cima da mesa.

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Esmiúça os Sufrágios, mas com delicadeza

Devo ser dos pouquíssimos cidadãos recenseados, e que votam efectivamente, que não viram o Eng. José Sócrates (o Califa) e a Drª Manuela Ferreira Leite (a que quer ser Califa no lugar do Califa) a serem supostamente esmiuçados pelo Gato Fedorento Ricardo Araújo Pereira.

Vi os líderes do Partido Popular e do Bloco de Esquerda, Paulo Portas e Francisco Louçã respectivamente, a serem presenteados com perguntas engraçadas, ao que retribuíram com respostas igualmente engraçadas, tentando contudo dar um toque ideológico-partidário. Isso vi. E pelo que tenho lido as entrevistas aos líderes dos dois principais partidos, ou pelo menos aqueles que têm mais expressão nas escolhas dos eleitores, não terão sido muito diferentes das que assisti.

Tenho todo o respeito pelos Gato Fedorento, em especial pelo Ricardo. Sou fã dos gajos! Mas se o que pretendiam era fazer algo parecido com o que o mestre John Stewart faz, então deviam ter optado por outro formato de entrevista – o esmiuçar do apresentador do Daily Show não é ao de leve; o mestre esmiúça com o dedo na ferida, sem vergonha nem timidez.

Imaginem o Avelino Ferreira Torres, depois de meter um cartaz como este na rua, ter de se sentar num “Esmiúça os Sufrágios” a sério, sem dó nem piedade! Seria bom, muito bom.

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Frase do dia: Não tenho acesso…

- Não tenho acesso…
- Qual é a mensagem de erro?
- “Utilizador ou Palavra-passe errada”
- Verifique se a tecla Caps Lock está activada.
- Ah…!

- Não tenho acesso…
- Qual é a mensagem de erro?
- “Utilizador ou Palavra-passe errada”
- Verifique se a tecla Num Lock está activada.
- Ah…!

- Não tenho acesso…
- Qual é a mensagem de erro?
- “Não é possível ligar a unidade de rede”
- Verifique se o cabo de rede está ligado ao portátil.
- Ah…!

Assim não consigo concentrar-me na leitura diária aos logs dos sistemas. :\

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Studies for the right of vampire to live in peace

湯真藤子YUMA TOUKO Art Works

Yuma Touko-2
“Study 1 for The right of vampire to live in peace”
455×380mm, oil painting, 2009

Yuma Touko-1
“Study 2 for The right of vampire to live in peace”
530×333mm, oil painting, 2009

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Black or white?

Sem pretender ofender todos os fãs do artista e, em simultâneo, reconhecendo o valor do trabalho que ele desenvolveu ao longo de toda a sua carreira, juro que não percebo o espanto que invade os corações de todos os que choram a sua morte. Michael Jackson‎ não era imortal pá, acordem! A sua música permanecerá viva para sempre, acredito, agora o homem, enquanto ser vivo, era como qualquer um de nós – nasceu, viveu (ou tentou, pelo menos) e morreu. Foi-se, pronto. Ninguém gosta, mas fazer o quê?

Aliás se pensarmos bem, Michael Jackson‎ há muito que morreu. Alguém que leva uma vida de completo isolamento não está muito longe da morte. Ou está? Um homem que preferiu levar uma boa parte da sua vida escondido do sol para não estragar a sua nova pele, quando podia ter gozado de forma saudável a riqueza que amealhou ao longo dos anos graças ao seu dom, não pode estar muito vivo. Ou pode? Um homem que pagou milhões em indemnizações para calar a boca a quem o acusava de pedofilia, escondendo-se na sua Neverland, a qual existia apenas e só para ele, poderia estar na melhor das hipóteses meio-vivo, digamos assim.

Agora Michael Jackson está morto, realmente morto. Ainda não passaram 24 horas após a sua morte e o título de sobrenatural que lhe era frequentemente atribuído começa a ganhar uma nova forma, uma nova vida. Como diria um amigo meu: a morte de um homem é uma tragédia, a morte de milhares é uma estatística. – nada mais certo.

Muitos poderão afirmar que ele foi vítima do seu próprio sucesso – do seu precoce sucesso – e que mais não fez do que tentar agradar a tudo e a todos desde que, com apenas cinco anos de idade, começou a cantar e a dar os primeiros passos de dança com os seus irmãos. É possível, acredito que é possível. Assim como acredito que nos próximos dias estarei afastado dos canais noticiosos e da blogosfera nacional, internacional e intergaláctica, não vá a febre no mito tocar a minha, já de si também, frágil sensibilidade.

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Um post sobre uma mosca que corre o risco de se tornar mártir. Famosa já é.

Não sei se se tratou de um capricho de quem tem poder para isso e para muito mais, aproveitando a oportunidade para mostrar que é uma pessoa como as outras (ou como a grande maioria, no mínimo), ou se o que assistimos não foi mais do que um momento natural, em que o protagonista agiu como se estivesse na sua própria casa – como qualquer um de nós o faz. Tu inclusive, certamente.

Independentemente da origem desse grande mistério que originou uma pequena discussão Internet, a verdade é que Obama não se conteve e disparou um forte e veloz MIM-104 Patriot, escondido na sua mão, para espanto de todos, em direcção a uma pobre mosca que não fez mais do que incomodar o presidente norte americano.

Eu defendo os princípios básicos do direito à vida. Defendo a vida de todos os animais,* inclusive a de todas as moscas que matei e que virei a matar. Apesar de ser um defensor da vida, não entro em extremismos relativamente aos direitos das moscas. Aceito que elas comam merda e compreendo que tenham de vomitar a refeição anterior de forma a que possam ingerir a seguinte – são necessidades básicas que as caracterizam e que as distinguem de nós. Agora se uma mosca, um mosquito ou uma melga estiver a incomodar-me, não tenham dúvidas meus caros: só se eu não conseguir, porque se estiver ao meu alcance o raio do insecto vai mesmo morrer!

Talvez por isso não compreendo porque razão alguém fica indignado com o assassinato que Barak Obama cometeu em frente às câmaras de tv, tirando a vida a uma mosca. Incomoda-me mais, muito mais, que morram crianças vítimas das guerras dos adultos, por exemplo. Mas isto sou eu. Já os cromos que põem em causa o carácter de um homem apenas por este ter matado um insecto… lavo as minhas mãos.

* Por favor não venham com discussões sobre o aborto ou a sorte de varas. Este não é de todo um blog de intervenção pública. De qualquer forma reafirmo a minha posição em relação a ambos: se num há que analisar os diferentes motivos que levam, ou podem levar, à interrupção voluntária da gravidez; no outro não tenho opinião, não me interessa, se bem que, do pouco que percebo, penso que a sorte de varas não tem de levar necessariamente à morte do animal. Bom, não interessa.

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The New Socialism: Global Collectivist Society Is Coming Online

Este blog… Ou melhor, o autor deste blog corre o risco de se (re)aproximar da politicosfera, ou do que raio ela representa – nunca percebi -, em consequência de inserir neste post o seguinte link.

Azar.

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